Após a ampla reforma e recuperação do acervo, o que durou quase quatro anos, o Museu Histórico de Londrina pretende desenvolver trabalhos voltados para a educação patrimonial: ‘‘Queremos que crianças e jovens estejam preparados para valorizar e preservar a história de nossa cidade’’, antecipa a diretora do Museu Conceição Duarte Geraldo.
Entre os demais projetos para este ano, incluem-se a renovação das exposições temporárias (a que está em cartaz prossegue até julho), uma mostra especial sobre os 30 anos da Universidade Estadual de Londrina (programada para outubro) e a publicação de um catálogo sobre o Museu. ‘‘Ainda não sabemos qual vai ser o custo destes projetos, mas teremos de nos apoiar em alguma fonte de renda permanente’’, prevê a diretora. A prioridade será a restauração da locomotiva Maria Fumaça.
Como o Museu é um órgão suplementar da UEL (só tem orçamento para a manutenção, e não para investimentos), Conceição não descarta a possibilidade de instalar uma bilheteria: ‘‘Iríamos cobrar apenas uma taxa simbólica, pois além dos investimentos, precisamos manter o jardim e a limpeza do prédio’’.
Desde que foi criado em 18 de setembro de 1970, sob a direção do Padre Carlos Weiss, o Museu Histórico de Londrina aumenta o seu acervo graças a inúmeras famílias que contribuem com doações: ‘‘Já totalizamos mais de 72 mil imagens fotográficas (fotos, filmes e slides), um fato relevante quando comparado com os demais museus brasileiros’’. A reforma, encerrada no último dia 2 de dezembro, custou cerca de R$ 750 mil. Entre as novidades, a nova cafeteria está aberta para quem quiser promover festas e eventos empresariais: ‘‘Além de servirmos cafés, sucos e demais bebidas, o público pode apreciar o acervo relacionado à família Lunardelli, pioneiros do cultivo do caf钒, explica Conceição.
Após a reabertura, o Museu sofreu pequenos atos de vandalismo: ‘‘Como eram muitas crianças e tínhamos poucos vigias, acabamos perdendo pequenos objetos’’. Mas, segundo a diretora, já foi encaminhada à UEL solicitação para mais vigilantes: ‘‘Pedimos cinco, mas até agora só veio um. Precisamos de mais quatro para estarmos abertos no fim de semana’’ avalia Conceição, que espera solucionar o problema em breve. Atualmente o Museu está aberto para visitas de segunda a sexta, das 9h às 12h, e das 14h30 às 17h30. A entrada é franca. (R.S.G.)

mockup