Nelson Sato
De Londrina
Há dez dias, ele voltou às bancas com o antigo uniforme azul e vermelho. E para temor dos vilões, voltou com os mesmos poderes que lhe garantiram gerações de seguidores ao redor do mundo.
Super-Homem Eternamente, lançamento da editora Abril Jovem, marca o retorno à velha ordem resgatando a figura do personagem criado em 1938 por Joe Shuster e Jerry Siegel. A nova aventura gira em torno do sumiço do bebê Lena, filha de Lex Luthor, e cujo paradeiro põe toda a polícia e a fauna de super-heróis de Metrópolis no encalço dos sequestradores.
A revista recupera a imagem original do Homem de Aço, após uma sucessão de mudanças que desfiguraram radicalmente seu perfil. Como sabem todos aqueles que acompanham suas histórias, tudo começou com a morte do herói na saga Noite Final, a qual se seguiu sua transformação em um ser de pura energia (uma espécie de entidade elétrica) e a posterior divisão (!) em duas criaturas de cores e personalidades distintas.
Super-Homem Eternamente dá um basta à metamorfose. Quando foi lançado nos Estados Unidos, a edição trazia uma capa com sete ilustrações de Alex Ross, agrupadas numa imagem lenticular. Assim, ao movimentar a revista, o leitor podia acompanhar uma animação de Clark kent transformando-se no Super-Homem. A versão brasileira é mais modesta. Não traz ilusionismo ótico, mas compensa o recurso com um pôster do Homem-de-Aço, que é uma reprodução ampliada da capa pintada por Alex Ross. Nas bancas a R$ 5,00.

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