De volta ao habitat natural
Quando todos já estavam resignados com seu estilo intimista, eis que Ney Matogrosso teve uma recaída e volta promovendo um estardalhaço sonoro. O pop mandou-lhe chamar. E feitas as pazes com o estilo que o projetou há exatos 26 anos, o cantor está lançando Olhos de Farol, seu 23º disco. E se nesses últimos 12 anos Ney estava mais voltado à preservação da memória musical brasileira, gravando de Cartola a Tom Jobim e seu pai musical, Villa-Lobos, não se esquecendo de reverenciar Angela Maria e jogar mais confetes em Chico Buarque, desta vez ele foi em busca de alguns compositores não muito reconhecidos.Foi intencional mesmo trazer para a massa esses compositores que não tinham acesso à mídia.
E daí que Olhos de farol, é um disco extrovertido como ele mesmo classifica. E a extroversão não se dá apenas no disco; está no palco também - o cantor faz temporada disputadíssima no Metropolitan, no Rio de Janeiro, com figurinos, cenários e luzes coloridas. Como outrora. É uma festa mesmo. Não há nenhuma pretensão maior que não a de fazer um espetáculo alegre - diz ele. A seguir os principais trechos da entrevista que o cantor concedeu à Folha2.
ReproduçãoOlhos de Farol pode ser interpretado como um anúncio de que a fase sóbria foi arquivada?
- Sóbria?
É, essa fase de quase dez anos em que você fez discos com tratamento mais intimista...ReproduçãoNey Matogrosso:Nós sabemos do passado da música norte-americana, sabemos dos mitos norte-americanos e somos completamente ignorantes do nosso passado e dos nossos ídolosAntônio Mariano Júnior





