Rodrigo Dourado, que vive o esforçado Bernardo da segunda temporada de ''Rebelde'', foge dos estereótipos das tramas adolescentes. Como o ''mauricinho'', ou o revoltado. Diferentemente de outros papéis da novela teen da Record - que têm seus perfis definidos do começo ao fim da trama -, o ator dá vida a um tipo cujo comportamento varia de acordo com o que acontece com os núcleos que o cercam. ''Meu papel tem um lado romântico, descolado, mais rebelde, nerd... Ele é uma mistura de tudo que eu vi e convivi na escola'', explica.
Na história de Margareth Boury, o ator interpreta um jovem impulsivo que não se intimida pela alta posição social de seus colegas de turma em relação a ele. ''O personagem conseguiu uma bolsa em um dos melhores colégios do Rio de Janeiro e valoriza muito isso. Apesar de estudar bastante e ser muito empenhado, ele não se desliga da rebeldia da novela'', analisa.
Após iniciar as aulas de Teatro no colégio como matéria obrigatória da grade, Rodrigo passou a ter mais dedicação pelas artes cênicas. Mesmo com uma irmã atriz, só se decidiu pela profissão após sua última apresentação no terceiro ano do Ensino Médio. ''Sempre acompanhava minha irmã, mas era muito tímido e ficava nos bastidores. No terceiro ano, tive o estalo de que era aquilo que eu queria e fui fazer faculdade de Teatro'', lembra.
O ator, que não acompanhava a novela assiduamente, está em seu primeiro trabalho na televisão após diversas participações em novelas e filmes. ''Eu via a primeira temporada mais porque alguns amigos meus estavam na trama. Sem dúvida, esse é meu papel de maior reconhecimento até agora'', vibra Rodrigo, que participou do filme ''Bruna Surfistinha''.

Nome: Rodrigo Dourado.
Nascimento: em 5 de maio de 1986.
O primeiro trabalho na tevê: Participação em ''Negócio da China'', da Globo, em 2009.
Atuação inesquecível: ''Quando me vesti de mulher em 'Noturno', curta-metragem de Ulysses Cruz''.
Interpretação memorável: Al Pacino em ''O Poderoso Chefão'', de 1972.
Momento marcante: ''Quando deixei São Paulo para morar no Rio de Janeiro e investir mais na carreira, em 2006''.
A que gosta de assistir: Futebol.
O que falta na televisão: ''Séries com mais conteúdo e temas mais profundos sobre a sociedade''.
O que sobra na televisão: ''Programas que exploram o sensacionalismo e a baixaria''.
Ator favorito: Sean Penn.
Atriz predileta: Meryl Streep.
Com quem gostaria de contracenar: Al Pacino.
Se não fosse ator, o que seria: ''Infeliz. Não vejo outro caminho para mim''.
Novela preferida: ''Mulheres de Areia'', da Globo, de 1993.
Cena inesquecível na tevê: ''A briga de Fernanda Montenegro e Paulo Autran em 'Guerra dos Sexos', em 1983, da Globo''.
Melhor abertura de novela: ''Cordel Encantado'', da Globo, de 2011.
Vilão marcante: Dr.Virgílio, interpretado por Raul Cortez, em ''Mulheres de Areia''.
Melhor bordão da Tevê: Chico Anysio na ''Escolinha do Professor Raimundo'': ''E o salário, ó''.
Que novela gostaria que fosse reprisada: ''Quatro por Quatro'', da Globo, de 1994.
Que papel gostaria de representar: ''Gostaria de interpretar o Cadinho, vivido pelo Alexandre Borges, em 'Avenida Brasil'. Ou algo bem parecido com esse gênero''.
Com quem gostaria de fazer par romântico: Michelle Williams.
Filme: ''O Poderoso Chefão'', de Francis Ford Coppola, em 1972.
Livro de cabeceira: ''O Despertar de uma Nova Consciência'', de Eckhart Tolle.
Autor: Alexandre Dumas.
Diretor: Martin Scorsese.
Vexame: ''Quando trabalhava como garçom, derrubei café em um cliente. Sujei todo o paletó, fez um barulhão e todo mundo no restaurante me olhou''.
Uma mania: ''Não posso ver o ícone de mensagem nova que apago imediatamente. Mesmo que eu não leia''.
Um medo: ''Não corresponder às expectativas que são colocadas em mim''.
Projetos: ''Tenho muita vontade de viver da atuação em vários segmentos. De manhã, filmar meu longa. À tarde, fazer minha novela. E à noite, estar em cartaz com alguma peça''.

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