De Recife para o mundo
Naná iniciou-se na música aos 12 anos, com o pai, numa bandinha marcial do Recife, onde nasceu. Aprendeu a tocar todos os instrumentos de percussão e nos anos 60 especializou-se em berimbau.
Depois de trocar o Recife pelo Rio de Janeiro, trabalhou com Milton Nascimento e Gal Costa. A convite do saxofonista argentino Gato Barbieri, excursionou pela Europa e no final da turnê, fixou-se em Paris, onde viveu por cinco anos e gravou o primeiro disco, Africadeus, em 1971.
A partir desse momento estavam prontas as conexões. Isso, para Naná significou Don Cherri, Colin Walcott, Pat Metheny. B.B.King, Jean Luc Ponty e David Byrne - os maiores nomes da música americana. Caí bem no meio da panela, brinca. Em 1972, lançou o disco Amazonas e produziu, com Egberto Gismonti, mais três álbuns, numa parceria que durou oito anos. O último trabalho lançado foi Contaminação.





