DivulgaçãoFlávia Alessandra não contava com o crescimento da personagemA velha história do patinho feio que vira um magnífico cisne voltará a ser contada, desta vez na novela ‘‘A Indomada’’. Quem sofre a transformação é Dorothy, interpretada por Flávia Alessandra. Depois de tentar o suicídio, a personagem mudará o rumo de sua vida. As roupas perdem os babadinhos para se tornarem transparentes. Até sua voz vai mudar. Ficará mais grave e sensual, para alívio da atriz, que tem forçado suas cordas vocais para falar de uma forma aguda.
Que ninguém espere, porém, que Dorothy se torne tão vamp como sua irmã Scarlet (Luiza Thomé). ‘‘Ela ficará mais segura, mas não será tão atrevida quanto a irm㒒, contou Flávia, de 23 anos. Afinal, se a personagem se desilude com o noivo Hércules (Marcos Winter) ao descobrir que é casado, ela terá seu coração tocado por Artêmio (Marcos Frota), depois que este a salva do mar, onde tentara se afogar. O novo rumo de Dorothy surpreendeu a atriz. Ela admite que não contava com um crescimento tão grande da persongem. ‘‘Pela sinopse, era para ser uma participação realmente menor’’, disse.
De figurante a atriz - Apesar de ser um personagem inicialmente pequeno, Flávia vibrou com a chance. Para quem começou como figurante, fazer um personagem que teria uma família completa era uma verdadeira glória. Com bom humor, ela enumera os estágios pelos quais uma figurante passa até realmente se tornar uma atriz: primeiro, é escalada para um personagem que tem algumas falas; depois, o personagem passa a ter um nome; em seguida, ganha-se um personagem que tenha família, até que se tem o seu próprio cenário.
O primeiro passo na carreira, Flávia deu aos 9 anos, quando a então criança exibida começou a fazer comerciais. Depois, passou para figuração de novelas, de adolescente e foi estudar teatro no Tablado. O ‘‘Domingão do Faustão’’ fez um concurso para descobrir novos talentos e lá foi Flávia. Chegou à fase final com Adriana Esteves e Gabriela Duarte. Ela venceu, mas as três foram contratadas pela Globo. De lá para cá, participou de ‘‘Mico Preto’’, ‘‘Pátria Minha’’, ‘‘Sonho Meu’’ e ‘‘História de Amor’’. Em todas essas novelas, fez pequenos papéis, dos quais destaca a Soninha, de ‘‘História de Amor’’.
Outros rumos - Apesar de novata na profissão, Flávia preferiu seguir um novo caminho, logo após o casamento com o diretor Marcos Paulo. Entrou para a faculdade Cândido Mendes, onde se formou em Direito. ‘‘Tudo ligado ao meio artístico é difícil porque nem sempre se tem trabalho’’, afirmou. ‘‘Eu não quero nunca correr o risco de ficar desempregada. Há nove anos sou sempre contratada por obra certa e sinto na pele o que é ficar sem trabalho’’.
Ela sabe, também que, em caso de emergência, poderá contar com os dois sócios com os quais divide a administração de uma pousada em Arraial do Cabo, cidade fluminense da região dos Lagos. Mas, pelo menos por enquanto, ela prefere não pensar na possibilidade de deixar de trabalhar como atriz. Atualmente, sua principal preocupação é a cena do suicídio, onde terá de simular um afogamento. Como sabe nadar, dispensou a oferta do diretor Marcos Paulo de ser substituída por uma dublê. Ela torce para que ele não venha a dirigir a cena. ‘‘Comigo, ele sempre se contém, reluta em refazer o trabalho para evitar os tais comentários de que está me ajudando’’, confessou.

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