De papo com a Cultura
Caio Cesaro, secretário da Cultura de Londrina, fala de sua vivência nos bancos escolares
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terça-feira, 02 de abril de 2019
Caio Cesaro, secretário da Cultura de Londrina, fala de sua vivência nos bancos escolares
Walkiria Vieira - Grupo Folha 
Nascido em Londrina, Caio Julio Cesaro é doutor em Multimeios pelo Instituto de Artes da Unicamp; mestre em Comunicação e Mercado; especialista em Técnicas e Teorias da Comunicação pela Faculdade Cásper Líbero; e graduado em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). É produtor de inúmeros filmes, premiados em festivais nacionais e exibidos no exterior. Tem ainda experiência docente e em produção acadêmica.

À frente da Secretaria de Cultura de Londrina, o secretário trabalha coladinho com a Biblioteca Infantil da cidade e muitas vezes tem a chance de espiar o prestígio do público em eventos da Concha Acústica.
Nesta edição, Cesaro encontra um momento para falar das boas recordações que tem de seus anos escolares. Entre elas, a de que o ônibus biblioteca era um de seus points favoritos e, em seguida, a Biblioteca Pública Municipal. Caio morou a maior parte da vida no jardim Interlagos, região leste de Londrina, e morou no Rio de Janeiro e em Brasília.
O que você mais gostava de fazer na escola quando criança?
Sempre gostei muito de estudar. Foi assim desde quando eu entrei na escola. E, claro, à época, também gostava muito de encontrar e brincar com os amiguinhos da sala. Entrei na escola aos 7 anos. Foi em 1978. Estudei na Escola Municipal José Garcia Villar, da 1ª a à 4ª série (hoje, minha sobrinha, a Maria Julia, estuda lá). Comecei já sabendo escrever algumas poucas palavras e também contas básicas de adição. Minha mãe, Júlia, havia me ensinado.
Qual a melhor lembrança desse período de escola?
Passado todos esses anos, a melhor lembrança realmente é o ambiente: as salas de aula, o pátio, a quadra, os colegas e as professoras.
O que você gostava de comer na hora do recreio?
Minha mãe fazia pão em casa para o consumo da família. E eu e meus irmãos levávamos para o lanche do recreio duas fatias de pão com manteiga.
Você já ficou de castigo ou levou bronca do professor alguma vez? Como foi?
As broncas não foram muitas, mas normalmente era por ficar conversando com os amiguinhos que sentavam nas carteiras mais próximas. A professora passava os exercícios. Eu fazia rápido e depois ia conversar. Mas eu fazia bem feitos os exercícios.
Suas notas eram boas? Qual a disciplina que ia melhor?
No meu histórico escolar, do primário ao doutorado, não há uma nota vermelha. Ia bem em Português e Matemática..
Já gostava do universo dos livros quando criança?
Sim. Mas, realmente eu gostava muito de assistir TV. Praticamente não perdia uma "sessão da tarde". Naquela época, até filmes clássicos passavam na "Sessão da Tarde".
E quando criança, imaginava que teria essa profissão?
Não. Não consigo me lembrar sobre minhas ideias quanto à profissão que eu teria no futuro. Nesse aspecto, as coisas foram acontecendo de forma natural.
Em se tratando de Cultura e Arte, do que mais gostava nesse época de criança? Pintura, desenho, música?
Música, literatura e cinema. Eram também as áreas que eu tinha mais acesso. Mas, o cinema sempre foi o que me causou maior interesse. No entanto, naquela época, fazer cinema parecia algo muito distante. Quando compramos o primeiro videocassete da família, logo me associei ao Vídeo Clube. Por um tempo, anotei os filmes a que assisti. Teve um ano que assisti cerca de 480 filmes.


