DE OUTRO
(fragmento)
(...)
perda
de sentidos
terrenos
desertos leitos
de petróleo pétreos
vazios
territórios neutros
de onde vêm
fluindo
os veios da fala
da infância
(sem fala)
em que oscilam
e pulsam
sentidos-novelo
sou o que me soa
a sós se en
volvendo
sou o que me sua
velando a si
mesmos
sou o que me soa
no próprio
sossego
essa e outra pessoa
sentidos adentro
sou o que me sua
de frutos
ressecos
abrindo seus velos
entre minha e tua
a um toque
dos dedos
moventes
secretos alados
sem centro
envoltos
em seda (falsa
transparência)
de sâmara ao
vento
Josely Vianna Baptista





