De origem religiosa para o mundo
Dizem que os macarons de amêndoa surgiram em um monastério italiano por volta do século 16 e eram exclusividades na Corte de Catarina de Médice. Mais tarde, no século 18, para sua subsistência, duas freiras carmelitas que durante a Revolução Francesa buscavam refúgio na cidade de Nancy, na França, passaram a cozinhar e vender macarons, popularizando a iguaria ao utilizar o slogan "Amêndoas são boas para as meninas que não comem a carne". A estratégia deu certo e não demorou muito para que os macarons conquistassem os salões de chá de Paris.
E foi só a partir do final do século 19 que um chef patissier francês teve a grande ideia de acoplar os macarons com um recheio. Era o Sr. Louis Ernest Desfontaines, proprietário da famosa loja Ladurée, de Paris, que deu início a uma série de releituras ao doce de origem religiosa. Existem dois tipos de macarons: o menor se chama "gerbet" e o maior, o macaron individual.
Outras correntes dizem que os judeus italianos, ao tomarem conhecimento do macaron, apresentam a receita sem farinha de trigo aos Ashkenazim (judeus europeus orientais), que incorporam-no ao Pessach (comemoração ao êxodo do Egito) e, posteriormente, ao seu dia a dia. (A.P.N.)
Fonte: Chef Laurent Grolleau





