DE OLHO NA GAROTADA
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 09 de novembro de 2000
André Bernardo TV Press 
Desde que começou a apresentar o Gente Inocente, Márcio Garcia não tem mais sossego. Quando vai à Praia do Pepê, na Zona Oeste do Rio, ele se vê obrigado a interromper as partidas de futevôlei para dar atenção à garotada.
Aos 30 anos, Márcio Garcia confessa que nunca havia pensado em se transformar em ídolo das crianças. Depois de apresentar o MTV Sports, Márcio se transferiu para a Globo em 94, quando trabalhou em Tropicaliente. De lá para cá, fez outras cinco novelas e comandou o malsucedido Ponto a Ponto.
Que análise você faz do primeiro ano do Gente Inocente?
O Gente Inocente é um programa que faz sucesso, sem recorrer a qualquer tipo de sensacionalismo ou bundalização. O programa não mostra a desgraça de ninguém. Ele só dá audiência graças à alegria da garotada.
Você imaginava que pudesse fazer sucesso como apresentador de programa infantil?
Nunca pensei em apresentar um programa infantil. Tudo o que acontece na vida da gente tem uma razão de ser. Hoje, fico feliz por ter me tornado um ídolo para essa garotada. Além de ser uma realização profissional, é uma realização pessoal também.
No início, você teve alguma dificuldade para contracenar com as crianças?
Sempre fui muito ligado a crianças. Isso sem falar que, aos 30 anos, ainda não passo de um moleque. Quando estou no meio de criança, eu me transformo em uma também.
O que você achou da saída do Chico Anysio do programa?
Fiquei triste. Ter um ídolo como o Chico Anysio no programa era uma honra. Não é fácil manter a audiência lá em cima. Cada minuto que passa é um numerozinho diferente. Não sou maluco de acompanhar a audiência minuto a minuto. Mas gosto de ficar por dentro.
Você pretende continuar investindo na carreira de apresentador ou já sente saudades de trabalhar como ator?
Acredito no Gente Inocente pela simples repercussão que ele teve em outros canais. Criança atrai a audiência da família toda. A nossa maior preocupação, inclusive, é o de não fazer sempre a mesma coisa. Criança é o tipo de assunto que não se esgota.


