São Paulo - Depois de disparar o coração das adolescentes vivendo o lobisomem Jacob na saga Crepúsculo, Taylor Lautner continua fazendo furor em ''Sem Saída'', seu primeiro filme como protagonista.
Desta vez, ele demonstra uma enorme habilidade na ''arte'' de distribuir sopapos.
A trama deste filme de ação recicla velhas receitas e parece decalcada de thrillers como ''A Identidade Bourne'' (2002), de Doug Liman, e ''O Fugitivo'' (1993), de Andrew Davis, que mostram homens em fuga buscando a verdade.
Lautner é Nathan Harper, um estudante colegial cujas preocupações se resumem a passeios de moto, ruidosas festas com os amigos e superar a timidez para conquistar Karen (Lily Collins), vizinha e colega de classe.
As relações com o pai, que adora trocar socos com o filho, parece ser o único dado atípico no mundo dourado deste adolescente abastado. Mas tudo muda subitamente quando, ao fazer um trabalho escolar, Nathan descobre que seus pais não são exatamente o que imaginava.
Em um estalar de dedos, ele passa a ser perseguido por um bando de gângsteres, fugindo para salvar a pele e descobrir quem realmente é. Agentes secretos partem em seu encalço, mas não inspiram confiança no rapaz, complicando as coisas.
Bastante limitado como ator, Lautner só fica mais à vontade nas cenas em que demonstra ser bom de briga. Mas o pior está nos lugares-comuns que pululam no roteiro, que insiste nas cenas de pancadaria. Sem falar nas caricaturas ambulantes, como o sérvio chefe dos assassinos (Michael Nyqvist).

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