De frente para o crime
Com quase 30 anos de carreira, o jornalista Marcelo Rezende está reaprendendo a se postar diante das câmaras. Até agora, ele sempre havia trabalhado como repórter, fazendo matérias na rua com apenas com uma câmara. Atualmente, como apresentador do Linha Direta, ele lida com pelo menos três câmaras, além de contracenar com cenários interativos. Antes era mais simples, compara. A mudança é mais radical do que parece.
Ao assumir o programa, Marcelo deixou de responder à Central Globo de Jornalismo e passou a prestar contas à Central Globo de Produções, responsável também pelas novelas da emissora. Não é coincidência. O jornalista agora, quando apresenta uma matéria, tem de se preocupar em fazer um espetáculo. Tenho de falar de uma maneira que atraia o público, admite.
A idéia de misturar jornalismo e dramaturgia surgiu em meados do ano passado, quando o Fantástico exibiu uma entrevista feita pelo jornalista com o Maníaco do Parque, o motoboy Francisco de Assis. Com direção de Roberto Talma, a matéria durou exatos 45 minutos e alcançou 43 pontos no Ibope. Linha Direta não chegou a tanto, mas, na estréia, teve média de 28 pontos, contra 20 do SBT com Ô Coitado!. Mais que os 24 do Zorra Total, que ocupava o horário antes.
Você havia dito inicialmente que, apesar de ter sido inspirado na entrevista com o Maníaco do Parque, Francisco de Assis, o Linha Direta não seria sensacionalista. Mas a própria trilha sonora usada no programa não desmente essa intenção?Luiza Dantas/Carta Z NotíciasMarcelo Rezende: O importante é que a base do que estamos fazendo sejam histórias reaisIsadora Andrade
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