O colorido e os excessos do final da década de 1970 ficaram eternizados na mente do público por meio de diversas produções da tevê. Não foi à toa que a Globo optou por investir em um folhetim ambientado na época da ''disco'', aos mesmos moldes de ''Dancin’ Days", exibida em 1978 e escrita por Gilberto Braga. Foi assim o caminho que levou Rui Vilhena a escrever "Boogie Oogie", próxima novela das seis, com estreia em 4 de agosto. De olho no sucesso da trama de Gilberto, o autor não esconde as semelhanças entre as produções. '''Dancin' Days' aglutinou muitas referências de sua época. A trama do Gilberto e as minhas memórias pessoais estão na novela. Ainda assim, minha história poderia ser ambientada em qualquer período", defende Rui. A escolha da década de 1970 coincidiu diretamente com a temática da troca de bebês, que ocorre logo no primeiro capítulo do folhetim. "O período tem muito a ver com a própria estrutura da história. Naquela época, não havia exame de DNA, celular ou internet. Tornou mais fácil construir uma história envolvendo troca de bebês", afirma Ricardo Waddington, que assina a direção de núcleo.
Com o ano de 1978 como pano de fundo, a trama conta a história de Sandra e Vitória, interpretadas por Isis Valverde e Bianca Bin, respectivamente, que descobrem que foram trocadas na maternidade pela vingativa Susana, papel de Alessandra Negrini. "Não vou viver uma mocinha clássica que só chora. É uma personagem bem humana que vai ter ódio e rancor pelas situações que acontecem com ela", explica Isis. Além disso, as jovens também irão disputar o amor do mesmo homem, o aspirante a piloto comercial Rafael, de Marco Pigossi. "A Vitória, definitivamente, não é uma vilã. Todas as ações amorais dela são movidas pelo amor ao Rafael. Não é mais um capricho da personagem", defende Bianca.

IDEIA MANJADA
No contexto da era ''disco'' , a história de Rui Vilhena irá apostar na clássica troca de bebês na maternidade. Em 1956, Susana, interpretada por Alessandra Negrini, mantém um relacionamento escondido com Fernando, papel de Marco Ricca. Porém, a vilã descobre que o amante não irá se separar da esposa Carlota, vivida por Giulia Gam, que está grávida. Para se vingar do empresário, no dia em que a rival dá à luz, ela decide trocar a filha recém-nascida na maternidade por outra criança. "A ideia da minha personagem é que ela seja a coitadinha que decide mudar de lado. Ela tem atitudes condenáveis, mas também é um sobrevivente. Não a vejo como vilã, ela apenas quer fazer justiça. Só que isso pode fazer com que ela se perca ao longo da trama", pondera Alessandra.
Depois de 20 anos, Sandra, a verdadeira filha de Fernando e Carlota, é criada pelo humilde casal Beatriz e Elísio, interpretados por Heloísa Pérrissé e Daniel Dantas. Eles levam uma vida simples em Copacabana, zona sul do Rio. No dia do casamento de Sandra e Alex, papel de Fernando Belo, o noivo da jovem sofre um grave acidente de carro e morre ao tentar salvar Rafael, noivo da "patricinha" Vitória. Quando Sandra chega ao local do acidente, encontra o aspirante a piloto comercial, que se apaixona pela jovem à primeira vista. "É um personagem muito interessante e que carrega um monte de conflitos. Tem uma personalidade prática e impulsiva", afirma Marco Pigossi.

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