AE-IPS
De Buenos Aires
O turismo está sendo a forma de os fazendeiros na Argentina driblarem a pior crise que o setor agropecuário já viveu. Segundo uma dona de agência de viagens, em Buenos Aires, que tem na carteira de ofertas dez fazendas para turistas conhecerem, ‘‘os fazendeiros não conhecem o mercado mas estão aprendendo na prática e contentes com a demanda por ecoturismo’’.
Alguns produtores rurais estão ganhando até US$ 250 por turista que passe uma noite na sede da fazenda.
As fazendas argentinas, sobretudo no centro do país, chamado pampa úmido, representaram o pólo de maior desenvolvimento econômico entre o final do século 19 e a primeira metade do século 20. Desde então o negócio vive altos e baixos. Com a queda dos preços internacionais dos produtos básicos e falta de apoio estatal, muitas fazendas quebraram e o campo perdeu valor.
Há três anos o governo, por meio do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária, concede créditos e capacitação para quem quer mudar de ramo no campo. Até agora, 500 produtores entraram no negócio.
Dados da Secretaria de Turismo informam que a oferta aumenta 15% a cada ano. A atual atividade dos peões rurais, herdeiros da cultura dos antigos ‘‘gaúchos’’, hoje é entreter turistas assando carne, domando cavalos e até vendendo artesanato. As fazendas argentinas que podem ser visitadas por turistas estão se espalhando por todo o país. Hoje podem ser encontradas em Buenos Aires, Córdoba, Entre Ríos, Rio Negro, Chubut, Santa Cruz e Terra do Fogo.