De bota e chapéu: o sonho de ser cowboy na ExpoLondrina
Visitantes da feira agropecuária e industrial capricham no visual para entrar no clima; alguns são cowboys do asfalto
PUBLICAÇÃO
sábado, 12 de abril de 2025
Visitantes da feira agropecuária e industrial capricham no visual para entrar no clima; alguns são cowboys do asfalto
Guto Rocha/ Especial para a FOLHA 

Muito xadrez, franjas esvoaçantes, chapéus estilosos, bonés country, cintos bordados e com fivelas grandes e ornamentadas, botas de couro de cano alto. Para muitas pessoas que passam pelo Parque Governador Ney Braga nestes dez dias de ExpoLondrina compor um figurino que combine com o evento é fundamental. Alguns, que são do meio rural, utilizam essas roupas e acessórios no dia a dia, mas outros aproveitam a exposição agropecuária e industrial para viver seu momento de cowboy ou de cowgirl do asfalto.
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GRAVATA, NEM PENSAR
A moda agro compõe o guarda-roupa do casal de Jataizinho, Dirceu Batista Ribeiro, 66 anos, e Neide Camargo, 50, ao longo do ano. Mas eles capricham no visual quando estão visitando feiras agropecuárias. Ribeiro conta que participa da ExpoLondrina como expositor de animais há mais de 50 anos, e sempre usou roupas country. “No ano passado participamos de 22 exposições agropecuárias pelo País e sempre andamos vestidos assim, de camisa xadrez só de manga comprida, chapéu e botas. Não abro mão, se você me der de presente um terno e uma calça de tergal, eu agradeço, pois não vou usar. Gravata então, nem pensar”, comenta. Neide diz que também gosta bastante da moda country. “Elas combinam com nosso estilo de vida sertanejo”, explica. Camargo completa o look com acessórios de couro como um porta-celular e uma bainha que carrega uma faca de aço especial com cabo todo trabalhado na alpaca e no casco de cavalo.

O trabalhador rural Valdinei Dias de Souza, 52 anos, de Astorga, visitou a ExpoLondrina pela segunda vez na vida no último domingo com a família. Mas ele e o netinho, Antonio Dias Perugini, 2 anos, se destacavam do grupo. Os dois estavam caprichosamente vestidos de cowboy. Souza conta que esse também é seu modo de vestir cotidiano. “Esse é o meu estilo, eu trabalho com gado na fazenda, já montei em rodeio. Assim que me sinto bem. E o netinho hoje me acompanhou”, diz. Os dois usavam roupas novas para o passeio: camisas xadrez, cintos bordados com fivelas buriladas, jeans, botas e o pequeno Antonio, não dispensou a chupeta nem na hora da foto.

O mestre de obras Isaias Freitas França, 43 anos, de Londrina, afirma que visita a ExpoLondrina há vários anos e todas as vezes faz questão de estar vestido a caráter. Camisa xadrez, boné country e calça jeans compunham o look de França, que estava acompanhado pelo filho Noah, vestido exatamente como o pai. “No ano passado ele tinha pouco mais de um ano de idade e já veio vestido a caráter também. Eu gosto muito desse universo rural e faz diferença visitar a feira com esse tipo de roupa, pois a gente faz muitas fotos e fica para memória e vamos lembrar como foi o passeio. E também espero que assim o Noah siga a tradição”, afirma.

COWGIRLS: UM SUCESSO
Uma pequena cowgirl também chamava atenção no Parque Ney Braga: era Sarah de Paula, 6 anos, de Rolândia, que visitava a feira agropecuária pela primeira vez. Ela estava acompanhada pelo pai, Pedro de Paula, 40 anos, que disse que a filha adora o meio rural. “O avô dela tem fazenda, e ela vive por lá, adora os animais, principalmente os cavalos”, conta ele, que preferiu uma bermuda e uma camiseta preta. “Eu sou mais do rock”, justifica. Mas Sarah estava à caráter e se achando. “Eu gostei da roupa, é bonita”, disse, prometendo voltar a ExpoLondrina mais uma vez ainda este ano.

Uma família de Ourinhos (SP) veio especialmente visitar a ExpoLondrina e todos os três muito bem vestidos com a melhor moda country. São eles o produtor rural Vicente Mariotto, sua esposa, Dulcinéia Mariotto e a filha Marila Mariotto. Vicente conta que a família é sócia da Sociedade Rural do Paraná (SPR) e todos os anos visitam o evento.
Marila diz que não dispensa o look rural para curtir a exposição. Com um belo colete de couro cheio de franjas, camisa animal print, ela afirma que a família vem no espírito da feira: bota, chapéu e fivela. “O passeio assim fica mais divertido”, argumenta a moça, que é médica. A mãe concorda com filha. “A gente é do agro, fica mais gostoso participar, nos sentimos mais integrados ao evento”, comenta ela, que é professora aposentada. Já o pai diz que como agropecuarista utiliza esse estilo roupa no seu dia a dia. Os três contam que já tem agendada uma nova visita a ExpoLondrina nesta edição, para ver o show de Ana Castela. E prometem caprichar no figurino country.

LOOK RURAL
Famílias inteiras também se vestiram no melhor estilo vaqueiro para visitar a Exposição. Foi o caso do casal de Apucarana, Sebastião Ribeiro, 47 anos, e Lucimara Lage, 46 anos, que estavam acompanhados pelos filhos Lucas, 15 anos e Sabrina, 3 anos. Sebastião diz que vem todos os anos visitar a ExpoLondrina com a família e sempre capricham no visual agro. Desta vez todos estavam no puro jeans, chapéu, bonés, botas e as fivelas generosas. Lucas diz que gosta desse tipo de roupa para quando visita feiras e rodeios. “Quando o evento é bom eu vou melhor talhado mesmo”, diz Lucas, esbanjando no vocabulário. Lucimara conta que o filho toca violão e canta em festas e feiras rurais, e todos da família participam de calvagadas pela região esse é o figurino típico desses passeios. “A gente se veste assim já para ficar no clima dos eventos”, comenta a mãe.



