Marcos Ribeiro da Silva, 14 anos, já se apresentou com o grupo Despertar nos palcos de Ibiporã, Faxinal do Céu (PR) e São Paulo. Para ele, dançar no imponente Teatro Municipal de São Paulo, para uma platéia de mais de 1.500 pessoas, foi tão emocionante quanto em Faxinal do Céu (PR). Ele avalia que o importante é mostrar o trabalho. ‘‘Na hora da apresentação dá um frio na barriga’’, diz. Como um dos cadeirantes, no palco, ele conta com a ajuda da bailarina Fabiana.
Diva Miguelina da Silva, 20 anos, vive a rotina da dança. Participa das aulas na Fundação Cultural de Ibiporã e na Apae. Com ar de experiente de várias competições, ela afirma: ‘‘A gente precisa saber ganhar e perder. No nosso balé, a gente vai crescendo, se resolvendo e ficando mais alto’’. Muito expressiva, Diva conta que antes de ir para São Paulo sonhou que haviam ganhado a competição e acabou caindo da cama. ‘‘Valeu cair da cama’’, brinca.
Um dos pioneiros do grupo Despertar, Jair Brum, 33 anos, já conheceu palcos de Minas Gerais, Paraná, São Paulo e Santa Catarina. ‘‘A dança é a minha vida’’, resume entusiasmado. ‘‘A dança é feita por partes. A minha parte pode ocupar um pedaço pequeno, mas é importante’’, explica Jair, sempre sorridente. (F.F.)

mockup