Mosteiro de Santa Maria da Vitória lembra a batalha que deu à dinastia de Avis o trono de Portugal
Zilma SantosMosteiro de Batalha: Patrimônio Mundial tombado pela UnescoA parte final do roteiro das pousadas inclui Batalha, Fátima e Palmela. Batalha é uma pequena vila em torno de um monumento espetacular: o Mosteiro de Santa Maria da Vitória, considerado exemplo máximo da arquitetura gótica manuelina. Tombado como Patrimônio Mundial da Unesco, o mosteiro começou a ser construído em 1385, por ordem de D. João I, no lugar onde ocorreu a batalha pela independência de Portugal (até então sob domínio espanhol). A vitória garantiu a independência do país e deu início à dinastia de Avis. Ao lado do mosteiro, sobressai-se a estátua do estrategista da vitória, Nuno Alves Pereira.
A dinastia de Avis foi a responsável pela expansão dos domínios de Portugal. D. Henrique fundou a escola de navegação em Sagres e organizou as expedições marítimas que levaram aos descobrimentos de outras terras e da rota de especiarias.
Os túmulos de D. João I, esposa e filhos, inclusive o de Henrique, o Navegador, estão na capela do mosteiro. No templo, estão com certeza os mais antigos vitrais de Portugal. Atenção para o maravilhoso conjunto escultório da entrada principal. Vale a pena também conhecer as capelas inacabadas ou (imperfeitas) que não chegaram a receber cobertura. Ficam do lado oposto da entrada principal.
Antes de voltar a Lisboa, uma parada em Fátima, um dos grandes centros mundiais de peregrinação católica. O santuário recebe anualmente hordas de turistas especialmente em 13 de maio e 13 de outubro, datas em que se comemoram as aparições de Maria para os três pequenos pastores portugueses em 1917. No meio da praça central do Santuário uma passarela de mármore recebe os pagadores de promessa que, de joelhos, cumprem o trajeto de quase dois quilômetros até a basílica.
De volta aos arredores da capital portuguesa, a última parada da viagem é a vila de Palmela dominada pelo castelo de fundação romana que se ergue no alto da Serra da Arrábida. Habitado por mouros, conquistado por D. Afonso Henriques no século 12 e depois entregue aos frades da Ordem de Santiago, o castelo tem muito pouco da construção primitiva. Aos romanos são atribuídas as torres circulares, aos árabes as quadradas, a D. João, Mestre de Avis a torre de menagem e a D. Pedro as fortificações mais modernas. Completam o complexo, a Igreja de Santiago (séc. 15), a cidadela à volta da torre, as ruínas da igreja de Santa Maria e a Pousada do Castelo. (Z.S.)

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