Muito antes de se transformar em um dos pilares do mercado brasileiro de modelos, ela já sonhava com a TV. Ao seis anos, Isabella Fiorentino sabia de cor cada fala, cada música de seus filmes e desenhos favoritos. ''Decorava até as pausas'', lembra. Aos 12, na frente da câmera caseira do pai, ''Bellinha'' fingia que entrevistava personalidades e grandes estrelas em seu programa imaginário. ''A TV sempre foi uma grande paixão'', revela a hoje apresentadora do ''Esquadrão da Moda'' (SBT).
Mas o destino acabou levando a paulistana às passarelas e à frente dos flashes. Com 13 anos, ela fez o seu primeiro book. Aos 14, estava em Las Vegas (Estados Unidos), representando o Brasil no Supermodel of The World, hoje o maior concurso de modelos do mundo, promovido pela agência Ford. Não ganhou a seletiva, mas virou top. E que fique bem claro: top no Brasil.
''Acho engraçado quando escrevem: 'Isabella Fiorentino, top internacional'. Nunca fui modelo internacional'', assume. ''Não consegui me dedicar como deveria à carreira lá fora. Sou uma pessoa enraizada, muito família, tenho cinco irmãos. Aguentava ficar fora do País, no máximo, por dois meses. Sofria demais'', explica.
Mesmo restrita à terrinha, Isabella construiu uma carreira arquitetada para o sucesso. Com cerca de 20 capas de revistas no currículo e desfiles para grifes graúdas, como Versace, Paco Rabanne, Dior e Louis Vuitton - realizados quando as marcas desembarcaram por aqui -, La Fiorentino bate no peito: ''Tudo o que conquistei foi no Brasil. Me orgulho disso.''
A proposta para apresentar o semanal no SBT empolgou Isabela. ''Era exatamente o que eu queria. Um programa que fala de moda, mas vai muito além disso. E eu já era fã da atração (nos EUA, ela se chama ''What Not to Wear''), conhecia cada detalhe'', conta.
A modelo - prestes a completar 32 anos - combate a ''cafonália'' em rede nacional, não só puxando a orelha da mulherada, mas dando dicas preciosas. Ela própria - dona de 100 pares de sapatos e fã de grifes como Chocolate, Cris Barros, Stela McCartney, Balmain - diz que, com a experiência, tem se reinventado frente ao espelho: ''Na moda, a gente precisa se reciclar. Até eu, que sou romântica, venho inserindo elementos mais rock, mais secos ou mais minimalistas no meu look. Temos de estar abertos.''
As alfinetadas e as dicas, avisa Isabella, ficam no programa. ''Muita gente me para na rua ou em eventos e pergunta: 'Estou bem assim?'. Não gosto muito, sabe? No 'Esquadrão', preciso ser sincera. Fora dele, não posso dizer sempre a verdade...''

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