''Você passa pelas bancas e tem uma ampla gama de tipos de nudez. Desde os iraquianos no jornal à moça da novela'', diz Lia Rodrigues, diretora da companhia de dança que leva seu nome e que estréia hoje no Filo com ''Aquilo de que somos feitos''. ''É um espetáculo único, mas na primeira parte, estão todos nus, mas a nudez não é banalizada'', avisa. ''O espectador é livre para escolher o que quer ver naquele corpo nu. O público é nosso parceiro nisso'', explica Lia. E como não há um palco delimitado, a platéia acaba participando de algumas cenas.
Num segundo momento do espetáculo, slogans políticos tais como ''Give Peace a Chance'' e ''Use Camisinha'' vão ''vestindo'' os corpos. Tudo isso no formato de dança-teatro contemporâneo. O espetáculo foi desenvolvido por Lia Rodrigues em conjunto com os bailarinos da companhia após dois anos de ensaios e experimentações.
Em cartaz desde 2000, a montagem carioca já viajou pelo mundo e ganhou prêmios tanto no Brasil, quanto no exterior em 2002, ganhou o Herald Angel como um dos melhores espetáculos mostrados no Fringe Festival de Edimburgo (Escócia). ''Ele continua vivo e as pessoas continuam querendo ver'', relata a diretora, que tem apresentações agendadas até o ano que vem.


Serviço:
- Aquilo de que somos feitos Lia Rodrigues Companhia de Danças (RJ). Concepção e direção coreográfica: Lia Rodrigues. Criação coreográfica: Marcela Levi, Micheline Torres, Marcele Sampaio e Amália Lima. Interpretação: Micheline Torres, Marcele Sampaio, Amália Lima, Jamil Cardoso, Sandro Amaral, Thiago Granato, Celina Portella e Francini Barros. Música: Zeca Assumpção. Iluminação: Milton Giglio. Programação visual: Monica Sofiatti. Patrocínio: Brasil Telecom.

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