Dança que emociona
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quarta-feira, 17 de junho de 2009
Ana Paula Nascimento<br> Reportagem Local 
Difícil definir o limite do sofrimento, mas também imensurável é o da solidariedade, que move as pessoas a irem além e se doarem a uma causa justa e nobre. É o caso da 2 Mostra de Dança Solidária, em prol do Hospital do Câncer de Londrina, que acontece de hoje a domingo, no Teatro Marista, sempre às 20 horas. Além dos espetáculos, oficinas de dança fazem parte do programa.
Na última edição, realizada durante três dias, no Teatro Ouro Verde, o público londrinense compareceu em peso, dando a sua colaboração à iniciativa tão necessária para melhorar ainda mais as condições do hospital que é uma das principais referências da região no tratamento de câncer.
Há quatro anos fazendo tratamento na instituição, a professora de dança Yeda Russo abraçou a causa com a determinação daqueles que sabem o valor da vida. ''Aprendi com a minha doença a viver o hoje. Não vivo a expectativa do amanhã nem a lembrança do passado. Sei da importância de conviver com os meus limites, mas acho que devemos tentar fazer sempre o melhor'', ressaltou.
Contente com a participação cada vez maior da comunidade artística de Londrina e região, Yeda lembrou que nomes renomados da dança irão prestigiar o evento sem cobrança de cachê. É o caso de Jair Moraes, do Teatro Guaíra, que irá dar a oficina de clássico avançado e Roberto Leite, com o melhor e mais atualizado do street dance. Já Yeda Russo dará aulas de balé clássico (pontas) para principiantes.
Na abertura de hoje o destaque da mostra é a apresentação da Cia Masculina Jair Moraes, de dança contemporânea, com 21 bailarinos. Na sexta-feira, a dança gospel é a grande novidade da mostra, que tem como convidado especial o grupo Shamá, do Ministério de Dança da Igreja Nova Aliança de Londrina. ''Assim como a manifestação da dança de rua passou a integrar os principais festivais de dança, é preciso abrir espaço para a dança gospel. É uma manifestação artística que tem uma linguagem própria, mesmo que alguns bailarinos não tenham uma formação específica'', explicou Yeda. Além deles, outros grupos da região também se apresentarão.
No sábado, alunas do Adanac fazem a abertura do evento, com apresentações de balé clássico, neoclássico e moderno. No domingo, o último dia da mostra traz como atração principal o grupo Tap, de sapateado, de Maringá, e a performance de street dance com alunos participantes da oficina de Jair Moraes.
Com exceção de quinta-feira, todos os outros dias da mostra terão apresentações de grupos de Londrina e região em diversas categorias, inscritos em três tipos de mostra: competitiva (com premiação de troféus ao primeiro, segundo e terceiro lugares), não competitiva comentada (com comentários da banca de jurados) e mostra não competitiva não comentada.


