Dança minimalista
Dança minimalista
José Luiz Pederneiras/DivulgaçãoCena de Sete ou Oito Peças...: junto com Benguelê, a coreografia encerra a turnê brasileira do grupo Corpo em CuritibaEm oposição ao frenesi de Benguelê, Sete ou Oito Peças para um Ballet traz na dança a frieza, a repetição e a simetria da música minimalista. Tudo isso, no entanto, é executado com uma ginga brasileira da qual o grupo jamais faz questão de se livrar.
Tanto que a trilha sonora, composta especialmente pelo mestre do minimalismo, o americano Philip Glass, foi repassada ao grupo Uakti para que os músicos mineiros cuidassem dos arranjos e interpretassem as peças com seus originais instrumentos de fabricação própria.
Outra representação nacional está no verde-e-amarelo da cenografia, feita por Fernando Velloso, e dos figurinos, de Freusa Zechmeister. Nos últimos oito ou nove anos, todos os nossos espetáculos trazem elementos típicos do Brasil. Nós viemos desenvolvendo uma linguagem que se tornou muito particular, e é facilmente reconhecida como brasileira. Espero que, cada vez mais, estejamos caminhando para o que é nosso, esclarece Pederneiras.
O aniversário de 25 anos do grupo, comemorado no ano que vem, será marcado pela apresentação de uma nova coreografia, já em processo de criação. A música está sendo composta por Arnaldo Antunes. Acho que ele é o compositor ideal para essa trilha, pois queremos fazer um espetáculo mais urbano, cosmopolita, que tenha os grandes centros como tema, adianta. (M.M.)





