Dalí Monumental deve superar Monet em visitas
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segunda-feira, 30 de março de 1998
Roberta Jansen Agência Estado 
ReproduçãoPelo menos 500 mil pessoas devem ver a exposição Dalí Monumental, aberta semana passada no Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), no Rio. A mostra reúne 476 obras do artista espanhol Salvador Dalí (1904-1989), e a expectativa dos organizadores é receber meio milhão de visitantes, batendo o recorde da exposição Monet, que foi vista por 460 mil pessoas.
Curtis L. Carter, diretor do Marquette University Museum, de Milwaukee, que cedeu um dos quadros mais importantes da exposição, a Madonna de Port Lligat (1949), ficou impressionado com a montagem. Já vi exposições de Dalí em diversos lugares do mundo, disse. Mas essa forma de apresentação é nova, muito boa e bonita.
O espanhol José Cavre, colecionador que cedeu 25 esculturas de Dalí para a exposição, também mostrou-se encantado. É a primeira exposição no mundo que reúne tantas esculturas, afirmou, lembrando que a mostra apresenta 55 esculturas de Dalí, 15 delas monumentais. A diretora do MNBA, Heloísa Lustosa, estava orgulhosa. De certa forma, é uma exposição mais ambiciosa que a de Monet, afirmou, citando a mostra de obras do artista impressionista francês apresentada ano passado no museu. São obras difíceis de transportar, de várias coleções particulares.
A mostra apresenta os trabalhos de Dalí divididos em 14 segmentos temáticos, que mostram suas mais diversas facetas artísticas. Entre eles, a Coleção Morse, do Museu Dalí da Flórida, considerada uma das mais importantes; Dalí de Gala, que reúne todas as referências à mulher do pintor; Dalí Monumental, com as grandes esculturas; além dos cenários para as óperas Bacanal e Sombrero de Tres Picos. Meia luz e fumaça ajudavam a criar o ambiente para a apresentação das 34 telas, dos 100 desenhos, aquarelas e guaches, dos 23 objetos, 19 costumes, 55 esculturas, 62 gravuras, 71 documentos e 112 fotos.
O ministro da cultura, Francisco Weffort, classificou a exposição de extraordinária. Essas mostras têm um sentido enormemente educativo, comentou. O importante é que esses eventos atraem o grande público e as pessoas podem ter um contato direto com a obra.
A exposição fica no MNBA até 24 de maio. Em São Paulo, poderá ser vista no Masp, entre os dias 2 de junho e 2 de agosto.


