‘‘Fama de mau? Não sabia. Minha mãe me acha uma pessoa tão legal.’’ Essa frase saiu da boca de Dado Dolabella. Polêmico e freqüentador de capas de revistas de fofoca por conta de seus romances com beldades e por seus problemas no trabalho – quem não se lembra do dia em que trocou insultos com João Gordo em um programa da MTV ou nunca ouviu falar sobre atrasos dele nas gravações? –, o ator de 25 anos afirma que é diferente do que sua popularidade registra. Bem ou mal, dia 5 de junho, quando estréia ‘‘Cristal’’, no SBT, ele dá início a uma nova fase em sua vida.
  Depois de sair do elenco de ‘‘Cobras & Lagartos’’ em uma situação repleta de boataria e com várias versões, foi convidado pelo SBT para fazer seu primeiro protagonista, João Pedro. Diz que está focado no trabalho. ‘‘Não acreditava no personagem da novela da Globo, não tinha essência. No SBT, vou passar uma mensagem para os jovens. Não me importa para quantas pessoas vou falar, mas o que vou dizer.’’
  Com o papel principal, o ator ganhou um ‘‘extra’’. Terá duas canções na trilha sonora. Em ‘‘Senhora do Destino’’ (Globo), sua ‘‘Vem ni Mim’’ já havia sido tema de Plínio, personagem que ele viveu, mas agora Dado terá sua voz na abertura de ‘‘Cristal’’, interpretando a canção ‘‘Tá Escrito’’. ‘‘Foi uma surpresa para mim. Fui falar com o Herval Rossano (diretor) e levei o violão, disse que havia uma música que tinha a ver com João Pedro e Cristal. Quando toquei, ele se emocionou’’, comemora o filho da atriz Pepita Rodrigues, lembrando-se de uma passagem importante em sua vida: ‘‘O meu pai (Carlos Eduardo Dolabella) me ensinou a lutar pelo que amo. Quando decidi ser ator, pedi que ele falasse com pessoas que conhecia na TV. Levei o maior sermão da minha vida. Ele disse que eu tinha de conseguir as coisas por mim mesmo’’, recorda o ator.
  E Dado foi à luta. Tinha 15 anos quando começou a estudar teatro e afirma que fez inúmeros testes. ‘‘De 500, não passei em 480’’, exagera. Até que venceu cerca de 800 candidatos e entrou em ‘‘Malhação’’. Rapidamente, veio a fama. Tornou-se galã e campeão de cartas na Rede Globo. ‘‘Na primeira vez em que percebi que era famoso eu estava em um shopping, e uma menina começou a olhar para mim, mas ficou com vergonha de se aproximar. Aí, uma outra me reconheceu e, de repente, todo mundo lá estava olhando para mim. Saí correndo para o carro e fui embora de tanta vergonha que senti’’, recorda. ‘‘Até hoje, não me acostumei muito com isso. Fico tímido.’’
  Apesar da fama e de seus namoros famosos, como os que teve com Wanessa Camargo e Deborah Secco, o ator, que tem 1,84 m e 80 kg, fala que não é mulherengo. ‘‘Achava ridículo, quando fazia o Plínio, em ‘‘Senhora do Destino’, ver minhas cenas com várias mulheres.’’ Ele não nega que, na adolescência, era namorador – seu irmão diz que o moço sempre se dava bem nas baladas, era ‘‘questão de honra’’. Giba conta ainda que o ator aprendeu cedo a ‘‘arte da sedução’’. ‘‘Aos 7 anos, ele teve a primeira namoradinha. Beijava na boca e tudo, eles viviam abraçadinhos e de mãos dadas.’’
  Segundo ele, Dado sempre andou acompanhado. ‘‘Emenda uma namorada na outra. Nunca foi de ficar sozinho, como está agora.’’ É que o ator afirma ter mudado. ‘‘Estou mais seletivo. Eu busco uma relação consistente, que dê certo. Não dá para ser assim com uma pessoa que não tem nada por dentro. Aprendi que namorar dá trabalho’’.

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