Da valsa à balkan music
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 03 de fevereiro de 2010
Claudio Yuge<br> Equipe da Folha 
As citações vão do personagem de novela global Jorge Tadeu, passam pela pacata Jacarezinho e evocam Reginaldo Rossi em apenas uma canção. No disco, lançado no finalzinho de 2009, tem indie rock brasileiro com valsa, samba e balkan music. Os instrumentos se multiplicam do tradicional trio bateria-baixo-guitarra para violino, cavaquinho, pandeiro, ukelele, trompete, safoxone e o que mais alguém da banda aprender a tocar nos próximos dias. Essa mistura toda resulta em um mix que vem agradando o público jovem de Curitiba e de todo o Brasil. A Banda Gentileza cresceu e inicia mais uma temporada em show amanhã à noite, no James Bar.
Nascid0 em 2005, ainda com o nome Heitor e Banda Gentileza, o grupo seguiu o caminho universitário das festas do centro acadêmico de Comunicação Social da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Heitor Humberto montava todo o repertório, que os amigos acompanhavam, em uma levada que aos poucos se aproximava do samba rock e da MPB rock do Los Hermanos.
Essa fase rendeu um EP ao vivo, que chamou a atenção do público em momento de certa efervescência musical na nova cena curitibana. Foi então que o grupo começou a crescer, em sintonia com o som e a técnica dos integrantes. ''As mudanças foram naturais, ano a ano. Antes éramos um quarteto e só tinha músicas minhas. Depois, foi entrando mais gente e cada um começou a dar pitaco. Entrou o Artur com o trompete, a Tetê com sax e teclado, o Emílio com bandolim e viola caipira...'', recorda Heitor.
A salada trouxe mais fãs e a banda transformou as redes sociais e comunicadores virtuais como base de lançamento e ponto de contato com os seguidores, que aumentaram ainda mais depois do segundo EP, já em 2007. No ano passado, o grupo se consolidou por meio de elogiados shows no eixo Curitiba-São Paulo e encontrou uma sonoridade mais própria, baseada em diversidade de ritmos e com letras irreverentes, cheias de referências ao imaginário popular brasileiro.
''No começo a gente puxava mais para a coisa do samba rock. Mas nos últimos anos nós abrimos mais o leque. A gente tem uma busca natural por coisas maiores. O Artur, por exemplo, gosta muito de música do leste europeu, então também tocamos. O aprendizado e a entrada desses integrantes abriram mais possibilidades. Já as letras servem para a gente estreitar nossa relação com o público. As letras são parecidas com o que somos, a gente faz piada e fala besteira o tempo todo, não pensamos especificamente em dizer uma mensagem em especial'', conta Heitor.
Além de Heitor Humberto (vocal, guitarra, violino e cavaquinho), formam a Banda Gentileza Diogo Perin (baixo, concertina), Diogo Fernandes (bateria), Emílio Mercuri (guitarra, violão, viola caipira, ukelele, backing vocals) e Tetê Fontoura (saxofone e teclado). O show de amanhã à noite inicia o semestre de divulgação do disco homônimo, lançado no ano passado sob a produção de Plínio Profeto, vencedor de Grammy Latino e que já trabalhou com Pedro Luís e a Parede, Xis, entre outros.
Entre os planos de gravar videoclipes, o grupo tenta manter uma agenda regular, o que é difícil, já que todos têm outras ocupações durante a semana. E, entre uma ''ginástica'' aqui e ali para tocar, o quinteto quer mais é se divertir. ''Tudo que a gente faz é muito espontâneo. A gente se diverte fazendo música. Se fica sério demais a gente nem curte tanto.''
Serviço
Quando - Amanhã, 22h
Onde - James Bar (R. Vicente Machado, 894), em Curitiba
Quanto - R$ 8 ou R$ 4 com nome na lista (contatobandagentileza.com.br)
Mais informações - (41) 3019-4716


