Da pré-história ao presente
O Museu Paranaense montou uma nova exposição intitulada Tradição e Mudança, no pavimento térreo do prédio. A mostra reúne objetos e imagens do mundo atual que evidenciam a presença simultânea da tradição e das mudanças ocorridas no mundo, fazendo associações entre elementos da pré-história com os da contemporaneidade.
Da pré-história até o presente, os elementos fundamentais do trabalho são evidenciados na obtenção, no preparo e na guarda de alimentos, na iluminação, nas técnicas construtivas, na tecelagem, na cestaria, na pintura e nos adornos corporais.
Logo na entrada do prédio, o visitante depara-se com duas rodas de carroça montadas junto a um pneu dos tempos modernos. É o início do percurso que passa por uma instalação do artista plástico alemão Stephan Mayer. Ao lado desta composição pode-se ver um relógio de parede francês do século XIX junto com uma ampulheta e um relógio digital, meios diferentes de marcar o tempo.
Carimbos de cerâmica Guarani fazem contraste com um tinteiro e pena para escrever, lápis de cor, giz de cera e tintas vegetais, princípios que se mantêm para o registro da arte e do tempo.
Um tear horizontal de 1850, pertencente a Cruz Machado, retrata a manutenção do mesmo princípio do tear da pré-história. O processo continua o mesmo, só mudaram os materiais utilizados. Mesmo nas mais modernas indústrias de tecelagem, ainda utilizamos o fuso, a agulha e as cordas. Assim também acontece com a cestaria, que com máquinas ou sem elas, é feita através do mesmo trançado utilizado pelos povos primitivos.
Marcar o corpo é outra característica humana que permanece até hoje. Os índios pintam o corpo, os homens modernos tatuam a pele, sempre para diferenciar as tribos. Os enfeitos permanecem os mesmos: colares, brincos e outros adornos.
O fogo foi a primeira forma de iluminação. Surgiram depois as lamparinas, o lampião e hoje a lanterna de pilha tem a mesma função. As camas mais antigas feitas de palha foram substituidas pelas pesadas camas de madeira e depois pelos leves tubos. No interior das casas os materiais para colher, cortar e armazenar comida continuam os mesmos, só trocam os materiais.
As formas de pagamento também estão na exposição. Iniciando com o sal, palavra que deu origem ao termo salário, depois vêm os búzios, os tecidos, as moedas feitas de barro, madeira e finalmente metais. Criou-se o papel moeda, o talão de cheques e depois os cartões magnéticos, feitos de plástico.
Exposição Tradição e Mudança, no Museu Paranaense, na Praça Generoso Marques s/nº, em Curitiba. De hoje a 30 de novembro, de terça a sexta-feira, das 9h30 às 17h30; sábados e domingos, das 10h às 16 horas. Segundas-feiras, das 13h30 às 17h30 (somente para as exposições de curta duração). Informações: (41) 321-4730.





