Em 2011, Escola Municipal Professor Carlos Zewe Coimbra, no Jardim Marabá (Região Leste) foi a pior colocada do Ideb, em Londrina, com a média 3,2. Dois anos depois, a pontuação passou para 5,6 – uma evolução de 75%. Ainda há muito o que melhorar, mas este ano a diretora Adriana Fátima Gonçalves Machado fez questão de organizar pela primeira vez uma jantar dançante para comemorar o Dia do Professor (15 de outubro) e o avanço no Ideb, com homenagens especiais para as professoras do quinto ano Claudia Correia da Silva e Leonira Folli Rodrigues Bittencourt. "Houve um esforço muito grande de toda a equipe e esse avanço merece ser comemorado", destaca.
Com 256 alunos atendidos em dois períodos, sendo muitos deles de alta vulnerabilidade social, lidar com a sua clientela é um desafio constante e exige professores bem preparados. "O nosso aluno precisa ser motivado o tempo todo, pois muitos deles não recebem o estímulo necessário dos pais e não têm um ambiente alfabetizador favorável. Isso exige muito do professor", observa a diretora.
Para superar parte dessa dificuldade, há dois anos a escola conta com o acompanhamento de uma fonoaudióloga – atualmente realizado por Neide Pereira dos Santos - para trabalhar problemas na fala que podem interferir na escrita da criança. "Esse trabalho tem ajudado muito e todos nós contribuímos para custeá-lo", informa.
Intensificar o reforço escolar no contraturno também fez parte das ações tomadas após o "balde de água fria" de 2011 e os bons resultados já estão sendo perceptíveis agora. "Na verdade, o fato de eu ter reprovado 58 alunos, do terceiro ao quinto ano, também pesou na baixa pontuação do Ideb, em 2011, mas era algo que precisava ser feito, independente da avaliação", pontua Adriana. "De certa forma, já estávamos preparados para uma classificação ruim", acrescenta.
Em atividade desde 1972, a escola ainda não tem laboratório de informática e está na dependência da liberação de um terreno para ser ampliada e reformada. "Ainda temos salas de aula de madeira, que ficam extremamente quentes no calor, e mesmo com ventiladores, não é o ambiente mais adequado para a aprendizagem. É claro que sonho com uma boa colocação no Ideb, mas o que mais quero é a reconstrução da escola para ter um ambiente mais confortável aos nossos alunos", almeja, lembrando que a parceria com o Sicred – por meio do projeto "A União Faz a Vida" – tem contribuído muito com a escola, ofertando cursos de capacitação para os professores e algumas benfeitorias na escola.
A professora Maria Aparecida Dias da Silva concorda com a ideia de que o espaço físico precário prejudica a aprendizagem e acredita no potencial dos alunos: "Não está faltando empenho do corpo docente e realmente acredito que a estrutura simples e precária atrapalha. É uma grande responsabilidade continuar a evolução no Ideb", avalia.

mockup