A mais vasta família de instrumentos musicais é a da percussão, que é também a mais antiga. E com todos essse predicados, até hoje ainda são inventados instrumentos como panelas e sinos.
Para não deixar passar em branco essa pujança de ritmos, a XVII Oficina de Música de Curitiba programou o I Encontro de Percussão Popular, que acontece de 21 a 31 de janeiro. A coordenação do encontro será do professor de percussão Guilherme Gonçalvez do Rio de Janeiro.
Além dele, estarão em Curitiba, nomes como os de Odilon Costa, mestre da bateria da Escola de Samba Grande Rio e que já passou pelas escolas Beija-Flor, Salgueiro e União da Ilha do Governador; Márcio Bahia, baterista do grupo de Hermeto Paschoal; Robertinho da Silva, que já tocou com Milton Nascimento; e do curitibano Endrigo Bettega.
De acordo com Guilherme Gonçalvez, a importância dos instrumentos de percussão se dão tanto pela história quanto pela diversificação de ritmos. ‘‘Os instrumentos de percussão foram os primeiros a serem feitos nos primórdios da civilização, com o intuito de instrumento. Só a voz foi usada primeiro’’, conta.
As tribos primitivas faziam instrumentos como chocalhos e tambores para serem usados principalmente em rituais religiosos, como sinais e na comunicação a distância. ‘‘No candomblé são usados para falar com os deuses’’, lembra.
Percutir significa bater ou tocar fortemente. Os instrumentos de percussão sustentam o ritmo da música. Tanto, que as baterias das escolas de samba são formadas somente por esses instrumentos, com mais de 300 ritmistas sustentado toda a escola.
Durante as oficinas serão montados espetáculos de Maracatu de Baque Virado - ritmo típico do Recife (PE) e, uma bateria de escola de samba. ‘‘As inscrições já ultrapassam 150 e vamos priorizar ritmos que são tocados por muitas pessoas’’, esclarece Gonçalvez.
Haverá também oficinas de Percussão Afro-Brasileira. Ritmos Brasileiros e Bateria. Para essa última está confirmada a vinda do baterista americano Gary Chaffee.
Segundo ele, a influência dos ritmos afro-brasileiros é tão grande que estão misturados a quase todos os ritmos brasileiros e pode-se dizer que cada estado tem o seu ritmo afro-brasileiro. ‘‘Dependendo da tribo africana, podem ser os de Nagô, Jexá ou Candomblé.’’ Entre os ritmos brasileiros, haverá um painel sobre o frevo, baião, marcha, os diferentes tipos de samba e fandango.
• XVII Oficina de Música, de 10 a 31 de janeiro. I Encontro de Percussão Popular, de 21 a 31 de janeiro, com cursos e aulas públicas.DivulgaçãoEncontro vai priorizar ritmos que são tocados por muitas pessoasElisa Marilia Carneiro

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