Da nobreza às batalhas
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 06 de julho de 2000
Celso Mattos De Londrina 
Mesmo com um argumento fraco, O 13º Guerreiro ganha pontos pelas impressionantes cenas de batalha, mas é pouco para um filme de US$ 100 milhões e com tanta gente talentosa envolvida. O resultado não é ruim, mas esta aventura passada no tempo dos vikings poderia ser melhor. Baseado no romance Devoradores de Mortos, do premiado escritor Michael Crichton, o filme foi dirigido e produzido por John Mc Tiernam, que fez Duro de Matar.
O 13º Guerreiro conta a história de Ahmed (Antonio Banderas), um embaixador que foi expulso de sua terra natal depois de se envolver num relacionamento perigoso com uma mulher. Perambulando sem rumo, ele encontra um grupo de guerreiros que vem sendo atacado por ferozes criaturas que devoram todos os seres vivos que cruzam seu caminho. Para vencer este misterioso inimigo, é convocado o 13º Guerreiro. Entretanto, o clima sobrenatural foi substituído por uma história que se concentra nos esforços de Banderas, um nobre, para aceitar o estilo de vida dos bárbaros vikings e se tornar um guerreiro.
Depois que o filme já estava pronto, o autor do livro Michael Crichton achou que a fita não tinha ficado a seu gosto e tratou de montá-la do jeito que achou melhor. Ele filmou novas cenas, acrescentou um prólogo e diminuiu a violência. Da forma como ficou, O 13º Guerreiro é mais um filme de Michael Circhton do que de John Mc Tiernan.
As mudanças foram grandes pois mudaram completamente o clima do filme. O que se via antes era um visual sombrio, com criaturas que pareciam ter saído do inferno. Para amenizar um pouco, Crichton introduziu um caso de amor, uma trilha sonora new age e, por trás de tudo, os vikings e a ameaça sobrenatural. O resultado é que O 13º Guerreiro não é nem uma coisa e nem outra. A lição que fica de tudo isso é que lugar de escritor é atrás de um teclado de computador, e não das câmeras. Lançamento em DVD e VHS da Buena Vista. Duração: 105 minutos.


