Da discriminação à normatização
Da discriminação
à normatização
Desde o período colonial até por volta de 1900 a capoeira era usada como luta de libertação dos oprimidos. A pena para quem jogasse em público era de seis meses a dois anos de prisão. Só em 1932, o baiano Manoel dos Reis Machado, o Mestre Bimba, criando 52 golpes, conseguiu normatizá-la como esporte e abriu a primeira academia do País. Em 1973 foi disputado o primeiro Campeonato Brasileiro, e em 1995 a Confederação Brasileira foi reconhecida pelo Comitê Olímpico. Se depender da gente estaremos disputando nas Olimpíadas de 2008 - espera Mestre Narizinho, 15 anos de Capoeira e professor em diversas escolas de Maringá.
Mestre Bimba impôs respeito. Só fazia aula com ele quem trabalhasse ou estudasse. Malandro e vagabundo não tinham vez. Só na Internet existem quase 70 sites sobre o assunto. Mestre Sanhaço conta que nos Estados Unidos há um projeto de se tirar a origem da Capoeira das mãos do brasileiros e registrá-la como arte primitiva africana. Existem centenas de discos lançados com
os ritmos e músicas específicas para Rodas de Capoeira. Só o Muzenza do Paraná lançou nove Cds.
Impossíveis de se descrever os golpes da Capoeira que têm duas origens: os da Roda de Angola, mais maneira, cheia de manha e de vadiagem com golpes mais rasteiros, jogo baixo e manhoso; e a do regional de Mestre Bimba, que é um jogo mais em cima, cheio de pulos e saltos que lembram o Kung Fu.
Os golpes mais conhecidos são o Rabo-de-arraia ou meia-lua de compasso; Chapeu-de-couro, Aú (estrela), Pulo do macaco, Beija-Flor ou canivete; São Bento Pequeno e Grande e Queixada.
Quando o capoeirista não quer saber de treinar muito, tem uma barriga proeminente leva vida desregrada e é preguiçoso é chamado de Vandik. Se está fora de forma é Creonte. Se é nota 10, é chamado de Bamba. O melhor entre os Bambas é o Bambambã do pedaço. (C.A.A.)





