O bullying tem ganhado proporções assustadoras e preocupado especialistas, pais e educadores ao utilizar os recursos tecnológicos de comunicação e informação para humilhar, maltratar e constranger. É o cyber bullying ou bullying digital. Os agressores espalham rumores e boatos cruéis sobre os colegas e seus familiares, até mesmo sobre os profissionais da escola por meio de e-mail, SMS, blog, fotoblog, Orkut, MSN. ‘‘A provocação virtual é ainda mais aterrorizante porque o sofrimento da vítima tem efeito multiplicador e o agressor se aproveita do anonimato (nomes falsos, apelidos, fazer se passar por outras pessoas) para aterrorizar’’, observa a psicóloga Milene Ferrazza Thomas. ‘‘Hackearam o meu Orkut e escreveram coisas absurdas dizendo que eu era aidética e pervertida’’, conta uma estudante.
Milene orienta que a vítima do cyber bullying ignore, não responda às provocações e tente descobrir de onde partem as agressões. Outra dica é que a vítima, juntamente com o seu responsável, procure a Delegacia Especializada em Crimes Cibernéticos. Caso não disponha dessa Delegacia na cidade, procurar a Delegacia de Polícia ou a Promotoria da Infância e Juventude.
Para reduzir a prática do bullying tanto no mundo real como no virtual, a psicóloga recomenda a cooperação de todos: diretores, professores, funcionários, alunos e pais. ‘‘Os pais não devem reforçar o comportamento agressivo nos filhos, mas ressaltar que todo ser humano é igual e o que existe são maneiras diferentes de fazer as coisas. Quanto mais cedo o bullying for controlado, melhor será o resultado a longo prazo’’, finaliza. (C.V.)

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