São Paulo, 26 (AE) - É praticamente impossível cobrir um evento da dimensão do Festival Internacional de Curtas-Metragens sem uma boa dose de arbitrariedade. Diante de tamanha oferta, só resta indicar um ou outro título que tenha impressionado mais. Aquele tipo de indicação dos filmes que não se devem perder. Como certamente é o caso do excelente "A Pessoa É para o Que Nasce" (amanhã, às 17 horas, no Vitrine), de Roberto Berliner, documentário sobre três irmãs cegas que compensam a deficiência com senso de humor incomum. Berliner recolheu um material tão rico que pretende fazer dele um longa-metragem. Esse curta seria assim uma espécie de prelúdio para um projeto maior. Também no Vitrine, mas no programa anterior, das 15 horas, o destaque ficaria para o premiado "Por Longos Dias", de Mauro Giuntini, que trabalha sobre um texto de José Saramago e desenvolve uma temática política muito atual para o Brasil de hoje. No programa das 19 horas, o espectador poderá conferir o vencedor do último Festival de Gramado, ... "E no meio Passa um Trem", de Fernando Meirelles e Nando Olival, história um tanto irregular do encontro fatídico de um policial com sua presa: em um trem e cada qual acompanhado da respectiva família. No mesmo programa, "Uma História de Futebol", de Paulo Machline, uma terna lembrança da infância do rei da bola, Pelé. Vale por cada jogada.

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