CURTAS

Morre Tito Puentes
Montpellier (França) - O músico cubano de jazz e diretor de orquestra Ernesto "Tito" Puentes morreu na quinta-feira (8), aos 88 anos, no sul da França. "Tito" Puentes gravou mais de 200 álbuns ao longo de sua carreira, na qual se destacou como um talento do trompete, informou seu empresário Jean-Louis Perrier.
"Tito" começou a carreira na animada cena musical de Havana na década de 1940, com a ajuda de dois tios, também trompetistas, mas logo conquistou os palcos internacionais. Nos anos 1950 se instalou na França, país que nunca deixou. "O mais parisiense dos cubanos (...) nos deixou para unir-se a outros 'salseros' (termo usado para definir músicos que tocam salsa) para una eterna festa", disse Perrier em comunicado.
Puentes sempre preferiu descrever seu estilo como afrocubano em vez de salsa.
"Quando tocava jazz meus compatriotas diziam que eu não era mais cubano, mas um 'jazzman'. Agora sou conhecido como salsero. Mas eu prefiro o termo afrocubano em vez de salsa, que é incorreto e que antes de tudo foi inventado nos Estados Unidos. Eu me chamo simplesmente músico. Tento integrar influências europeias e africanas na minha música. Minha música tem múltiplas facetas", dizia Puentes. (France Presse)
Palma de Ouro em leilão
O diretor tunisiano Abdellatif Kechiche vai leiloar a Palma de Ouro de 2013 de melhor filme para "Azul É a Cor Mais Quente" para financiar seu próximo longa "Mektoup, My Love". De acordo com o site "The Hollywood Reporter", as filmagens do filme foram interrompidas devido a problemas financeiros. Ainda segundo a publicação, pinturas a óleo também que são parte do cenário de "Azul É a Cor Mais Quente" também serão leiloadas. Após vencer o prêmio francês, a atriz Léa Seydoux criticou os métodos de filmagem de Kechiche e disse que não trabalhará mais com o diretor. Diante da polêmica, o tunisiano respondeu em uma carta aberta para Seydoux, na qual a chamou de "criança arrogante e mimada." "Às vezes, eu não sabia se estavam me filmando, acordava com a câmera na cara. Me senti explorada de certa maneira", disse a atriz Adèle Exarchopoulos na época e ponderou que "valeu a pena, porque o filme é lindo." (Folhapress)
Manuel Alegre vence Prêmio Camões
O poeta e romancista português Manuel Alegre foi anunciado, na tarde des quinta-feira (8), no Rio de Janeiro, como o novo vencedor do Prêmio Camões, principal troféu literário da língua portuguesa. Ele é autor de livros como "Babilônia" (1981) e "Livro do Português Errante" (2001), todos inéditos no Brasil. Com o troféu, Alegre recebe um prêmio de cem mil euros. Militante de esquerda histórico em seu país, ele precisou se exilar na Argélia durante o salazarismo. Na volta, também fez carreira na política e foi candidato à presidência de Portugal em 2006 e 2011. Em nota, o governo português lembrou que "Praça da Canção" (1965), seu primeiro livro, e "O Canto e as Armas" (1967) foram apreendidos pelo regime, mas circularam amplamente nos meios intelectuais lusitanos. Alegre também já teve seus poemas musicados. Um dos mais famosos é "Trova do Vento que Passa", que foi cantado por Amália Rodrigues e outros intérpretes lusitanos. Os versos, como boa parte de sua obra, são considerados um hinos de resistência ao fascismo. Alegre é um dos poetas mais cantados pelos músicos portugueses. (Folhapress)





