Gérard Jugnot vai dirigir 'Asterix na Hispânia'




Paris - Depois de Claude Zidi e Alain Chabat, Gérard Jugnot vai dirigir um filme de Asterix, as novas aventuras do irredutível gaulês e seu vaidoso amigo Obelix, segundo uma entrevista transmitida ontem pelo canal francês de televisão TPS Star.
Gérard Jugnot esceverá o roteiro de ''Asterix na Hispânia'' com Philippe Lopes-Curval, seu colaborador em ''Casque Bleu'', ''Une époque formidable'', ambos com atuação destacada da atriz espanhola Victoria Abril, e ''Monsieur Batignole''.
Gérard Jugnot quer marcar com sua assinatura a terceira entrega das aventuras, ''voltar sobre os personagens'' para descobrir um pouco mais da personalidade dos gauleses.
Ainda é cedo para dizer se Christian Clavier e Gérard Depardieu voltarão a dar vida aos personagens criados por Goscinny et Uderzo.
''Asterix e Obelix contra César'', de Claude Zidi, foi vista por três milhões de espectadores na Espanha, vendendo 12 milhões de euros em ingressos desde 1999.
Com quase um milhão e meio de espectadores, ''Astérix e Obélix: Missão Cleópatra'', de Alain Chabat, superou este ano os seis milhões de euros nas bilheterias da Espanha. Na França, em 2001, teve mais de 14 milhões de espectadores.
















O ator francês Daniel Gelin morre aos 81 anos




France Presse



Paris - O ator francês Daniel Gelin morreu ontem em Paris, aos 81 anos de idade, devido a uma insuficiência renal.
Nascido no dia 19 de maio de 1921 em Angers, o ator interpretou no teatro obras de Molière, Cocteau, Green, Moravia e Simenon. No cinema, trabalhou sob as ordens de Sacha Guitry - cujo ''Napoleão'' encarnou -, de Costa-Gavras, Claude Chabrol, René Clément, Louis Malle e Claude Lelouch.
No total, atuou em cerca de 150 filmes, entre os quais alguns muito medíocres, que foram compensados por um certo número de grandes atuações para cineastas como Max Ophuls (''A ronda''), Henri Verneuil (''Os amantes do Tejo'') ou Alfred Hitchcock (''O homem que sabia demais'').
Nos anos 50, foi um dos mais populares intérpretes de comédia na França, com numerosos trabalhos para a televisão. Mas deu uma guinada radical em sua carreira com a chegada da Nouvelle Vague, atuando com Costa-Gavras, Claude Chabrol e Marguerite Duras.
Ele mesmo reconhecia que poderia ter tido uma carreira muito mais importante, se seu gosto pelas festas e pelas drogas não o houvessem afastado frequentemente dos estúdios e dos palcos.
Gelin também era autor de livres de poesia e de relatos autobiográficos.

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