São Paulo - O cenógrafo, artista plástico e diretor de teatro Maurice Vaneau, 81 anos, foi cremado ontem, em São Paulo. Vaneau faleceu segunda-feira devido a complicações de uma broncopneumonia. Belga radicado no Brasil, ele sofria de mal de Alzheimer. Vaneau começou a trabalhar no Teatro Brasileiro de Comédia (TBC) no fim dos anos 50. Era integrante do Teatro Nacional da Bélgica e estava excursionando pela América do Sul, quando aceitou o convite para trabalhar no TBC. No Brasil, trabalhou com nomes como Cacilda Becker, Tônia Carrero, Fernanda Montenegro, Cleyde Yáconis, Nydia Lícia, Nathalia Timberg, Paulo Autran, Sérgio Cardoso e Walmor Chagas. Ao todo, Maurice Vaneau participou de mais de 80 espetáculos, fora os trabalhos feitos na Europa. Duas das montagens de maior sucesso do TBC são dele: ''A Casa de Chá do Luar de Agosto'' (sua estréia, em 1956), de John Patrick, e ''Os Ossos do Barão'' (1963), de Jorge Andrade. Vaneau também esteve à frente das encenações das peças ''Gata Em Teto de Zinco Quente'', ''Quem Tem Medo de Virginia Wolf'' e ''Um Bonde Chamado Desejo'', e ainda montagens de textos dos brasileiros João Bethencourt e Ariano Suassuna. Na tevê, ele dirigiu a minissérie ''A Máfia no Brasil'' (Globo, 1984) e as novelas ''Carmen'' (Manchete, 1987/88) e ''Brasileiros e Brasileiras'' (SBT, 1990/92). (Folhapress)

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