Mostrar lugares de Curitiba que trazem boas recordações é o argumento do curta-metragem ‘‘A Moça’’, que foi gravado no fim de semana e que começa a percorrer os festivais brasileiros a partir de agosto, no Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo.
Sem ser realista, o filme aborda o tema da migração. Segundo a diretora Heloisa Passos, a personagem, interpretada por Guta Stresses, não vem com a intenção de rever a família, mas apenas para olhar a cidade e sentir as sensações da infância. ‘‘O filme é basicamente um ensaio poético. Uma jovem retorna à cidade onde nasceu depois de nove anos ausente’’, conta.
Começando pelo antigo Museu David Carneiro a pela casa do historiador, que estão demolidos, Clara passa pela Praça Osório, pela Rua Saldanha Marinho, chega ao Colégio Dom Pedro II, pára na Confeitaria Schaffer e chega até as praias de Pontal do Sul. Pelo caminho, ela conhece Léo (o paranaense Rodrigo Ferrarini), que por sua vez, não tem qualquer lembrança de onde nasceu. A outra atriz convidada é a paulistana Maria Clara Fernandes, que faz o papel de mãe de Clara.
Considerado pela diretora um filme experimental, ‘‘A Moça’’, com 15 minutos de duração, tem diálogos bastante enxutos, e explora com mais intensidade a fotografia e a direção de arte, com muito branco durante o dia e vermelho à noite. ‘‘É um filme de descobertas e deve fazer carreira nos 11 festivais brasileiros’’, adianta Heloisa. O roteiro desse curta foi o único paranaense selecionado no último edital do Ministério da Cultura e foi aprovado pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura, no valor de R$ 77 mil.
Ficha técnica: direção de Heloisa Passos e Catherine Agniez, produção executiva de Heloisa Passos e Luciane Passos, fotografia de Heloisa Passos, roteiro de Edson Bueno.

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