Cursos de idiomas no Canadá
A demanda por cursos de idiomas no Canadá continua crescendo no Brasil, principalmente com a desvalorização do real em relação ao dólar norte-americano. Com um custo de vida mais baixo e moeda mais barata, as cidades canadenses têm a preferência de muitos estudantes brasileiros. Alguns anos atrás, a participação do Canadá nos cursos de intercâmbio era irrisória. Hoje, já representa 10% do mercado brasileiro, estima o presidente da Brazilian Educational & Language Travel Association (Belta), Alfredo Spínola.
A grande vantagem de estudar nessa metrópole canadense é escolher entre o inglês e o francês. A cidade é bilíngue: os habitantes têm um dos idiomas como língua-mãe (que eles usam para conversar em casa, por exemplo), mas isso não significa que não falem o outro. É comum ver os moradores misturando os dois durante um mesmo diálogo.
Como 68% da população têm o francês como língua-mãe, pode parecer loucura estudar inglês em Montreal. Mas nem tanto. No Language Studies Canada (LSC), por exemplo, cerca de 80% dos alunos estão lá para aprender inglês enquanto apenas 20% estudam francês. A escola, localizada no centro comercial Le Faubourg, da Rue Sainte-Catherine, usa métodos semelhantes aos dos cursos norte-americanos: muita conversação e multimídia. A hospedagem é mais barata em Montreal do que em Toronto ou Vancouver, justifica o venezuelano Marcos Perez, há seis meses na Paris do Norte.
No dia-a-dia, as duas línguas coexistem, apesar de o francês ser mais comum. Nas sessões de cinema, dá para escolher. Para quem preferir o inglês, o destinos são as salas do centro, como o Famous Players Imax Theatre at the Paramount (que cobra CAN$ 7 50 nas matinês de terça), os econômicos do shopping Centre Eaton (preço permanente de CAN$ 3) e o moderno Centro de Diversão da Pepsi (CAN$ 6).





