Curso ajuda quem não tem facilidade
Embora fossem igualmente apaixonados por desenho, os estudantes Davi Julian de Moura Arias e Matheus Lone Arruda, ambos de 14 anos, não tinham tanta facilidade na hora de pôr os traços no papel. Mas nem por isso desistiram. Através de um curso realizado na Universidade Estadual de Londrina e durante aulas de mangá na revistaria Odisséia, eles - e dezenas de outros jovens - estão aprendendo que desenhar não tem tanto segredo quanto imaginavam.
''Resolvi fazer o curso porque gosto e queria aprender um pouco mais'', resume Davi, leitor de mangá e quadrinhos desde pequeno. O garoto, que já criou historinhas inteiras mesmo sem ter conhecimentos técnicos, agora sente a satisfação de ver seus desenhos melhorarem cada vez mais. ''Mas não pretendo me profissionalizar. Eu desenho por diversão'', esclarece.
Diversão e satisfação também definem o sentimento de Matheus em relação ao curso. ''É uma satisfação não só de ocupar o tempo, mas de investir seu tempo para aprender e desenvolver alguma coisa cada vez melhor'', define, admitindo que até mesmo seu modo de ler as histórias em quadrinhos (HQs) mudou com as aulas. ''Geralmente, eu lia querendo chegar logo ao fim da história. Agora, leio prestando atenção nos desenhos, identificando o autor e os diferentes tipos e estilos'', revela.
Em apenas três meses de aulas, seus desenhos evoluíram tanto que nem parecem feitos pela mesma pessoa. Para ele, esse aprendizado pode ser útil inclusive na escolha da profissão. ''A partir do curso, posso descobrir se tenho condições ou não de me profissionalizar. As noções de desenho também podem ser úteis em um curso de engenharia ou arquitetura, por exemplo'', aponta. (A.I.)





