''One, two, three...'' É brincando de pular corda durante o recreio, contando em inglês, que os alunos passam a gostar da disciplina e vão se familiarizando com o universo dessa língua estrangeira tão utilizada atualmente. O projeto de Play Time vem sendo aplicado desde março no Colégio Universitário, para as turmas do segundo ano à quarta série do Fundamental 1, e está rendendo elogios entre os alunos que uma vez por semana têm um recreio ''in english''.
Buscando diferenciar o currículo escolar, esse tipo de iniciativa atrai a atenção e aproxima o conteúdo da disciplina estudada do cotidiano do aluno. Pega-pega, esconde-esconde, jogos de memória, caça ao tesouro fazem parte das brincadeiras que são feitas em inglês, e até um pic-nic - para trabalhar o vocabulário relacionado a alimentos - é realizado frequentemente.
A aluna Caroline Amani Pessoa Badauí, 7 anos, é uma das mais participantes do recreio diferenciado. ''Adoro pular corda e não tenho vergonha ao falar em inglês, apesar de ainda não saber muito'', garante. O seu colega Bruno Lamboia Correa, 8 anos, também curte o momento de recreação com atividades praticadas na língua inglesa: ''Gosto de todas as brincadeiras em inglês e depois que o projeto começou, ficou bem mais fácil entender as aulas'', assegura.
No final do intervalo, em filas, os alunos cantam uma canção em conjunto antes de subirem para as salas de aula. ''Enquanto na sala os alunos estudam as estruturas gramaticais, os conceitos do inglês, no recreio eles estão mais livres, não têm um policiamento do que é certo e errado e assimilam brincando com os conteúdos'', afirma Walderez Therezinha Okano Pereira, uma das coordenadoras do projeto.
''E percebemos que eles ficam cada vez mais confiantes para falar na língua estrangeira e aprendem rápido a memorizar as músicas que acompanham as brincadeiras'', complementa a professora Ana Maria Silva, que junto com Aline Macedo é responsável pelas aulas de inglês.
Outra novidade do currículo é a disciplina Mente Inovadora para alunos a partir de quatro anos da educação infantil até a oitava série. Com o objetivo de promover a habilidade cognitiva e a socialização através de jogos de raciocínio, a disciplina passou a ser inserida no início do ano. Realizada uma vez por semana, cada aula tem duração de 50 minutos.
''Em cada jogo praticado, trabalhamos mediando com os alunos o conceito de transcendência, que consiste na comparação da atividade lúdica com a vida. Eles são motivados a refletir sobre a importância de calcular riscos, prever o comportamento do adversário, avaliar da melhor forma um desafio e trabalhar as perdas'', destaca o professor Rodrigo Wosiack da Silva.
Atentos e em clima de diversão, os alunos da segunda série jogam em dupla o Ligue 4 - jogo de desafio e estratégia em que vence o jogador que primeiro conseguir alinhar na horizontal, vertical ou diagonal as peças de uma mesma cor em um quadro plástico.
Fã desse jogo, a aluna Vitória Dutra, de 7 anos, conta que depois que começou a disciplina da Mente Inovadora o seu raciocínio lógico melhorou e ficou mais fácil prestar atenção nas outras matérias.
Segundo o professor Silva, a metodologia da Mente Inovadora foi desenvolvida há algumas décadas em Israel como 'Mind Lab' (laboratório da mente, em inglês) e hoje está difundida no mundo todo como forma de valorizar as inteligências múltiplas e defender que ''inteligência se aprende brincando''.

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