Arquivo FolhaPlanet Hemp: acusada de fazer apologia ao uso da maconhaA tentativa de censura e de ataque à liberdade de expressão no meio artístico, que tem seu ponto alto na proibição de shows e execução em rádio e até prisão dos integrantes da banda Planet Hemp ecoou em Curitiba. Bandas têm protestado em shows e abaixo-assinados estão rolando pela cidade.
A banda Maxixe Machine, durante o show que realizou há duas semanas, para comemorar o início de gravação de seu primeiro CD solo, manifestou-se contra a prisão dos integrantes do Planet Hemp e propôs à platéia a adesão a um abaixo-assinado. Outras bandas da cidade vêm fazendo o mesmo.
Agora, a 96 Rádio Rock uniu-se com a loja CD Clube do Shopping Curitiba e está convidando ouvintes para assinar um manifesto contra a censura ao Planet Hemp e a favor da liberdade de expressão. A promoção começou na sexta-feira da semana passada e durante o último final de semana mais de 400 pessoas passaram pela loja para apoiar o manifesto.
Desde o seu primeiro CD, lançado há dois anos, a banda Planet Hemp (que numa tradução livre seria Planeta Maconha) tem tido problemas com a censura. Vários shows foram proibidos em algumas cidades e a repressão culminou com a prisão por quatro dias dos integrantes da banda em Brasília, acontecida há menos de um mês. A acusação é sempre a mesma: apologia ao uso da maconha.
O Manifesto‘‘1950 - Jô Soares (censurado). 1970 - Gilberto Gil (censurado). 1971 - Caetano Veloso (censurado). Todos foram detidos e ficaram em silêncio! O Brasil daquela época tinha sua opinião imposta pela ditadura. Com o final da censura, o Brasil poderia expor suas opiniões sem nenhuma represália. 1997 - Planet Hemp (mais de 30 shows cancelados, presos e detidos em Brasília por manifestar suas opiniões em suas letras) Será que a censura acabou?’’, pergunta o manifesto lido na rádio.
(L.C.O.)

mockup