Transformar Curitiba na central do movimento country é o desejo de empresários e bandas da área. Eles defendem a idéia de que se a cidade adotar definitivamente o título de representante nacional do movimento, assim como Salvador (BA) sediou o movimento axé, os artistas curitibanos estimulariam a vida noturna, o circuito de shows e até mesmo o turismo local.
‘‘O turismo de Salvador foi fortemente beneficiado pela música’’, argumenta a vocalista da banda Leite Quente, Nina. ‘‘Curitiba é considerada uma cidade modelo, mas na música não há identidade nenhuma’’. Ela acredita que o country pode se tornar a cara da cidade.
A banda Leite Quente, formada há um ano, conta com sete integrantes, sendo três vocalistas que ficam na linha de frente, cantando e dançando coreografias seguidas pelo público.
O repertório, classificado por Nina como ‘‘country urbano’’, fica dividido entre composições próprias, que normalmente falam do movimento em Curitiba, e covers. A banda interpreta canções de duplas como Rio Negro e Solimões e Leandro e Leonardo.
A música ‘‘Movimento Country em Curitiba’’ já está tocando em rádios curitibanas. Ela fará parte do primeiro CD do Leite Quente, que deverá ser lançado ainda neste ano.
Quem também está se preparando para entrar em estúdio é a banda Barulho de Carroça. Com três anos de existência, o grupo já fez centenas de shows, entre eles um para mais de 20 mil pessoas, no Parque Castelo Branco, antecedendo a última apresentação que a dupla Leandro e Leonardo fez em Curitiba.
O vocalista da banda, Rafael, acha que o movimento sertanejo está mais forte em Curitiba do que em outras capitais brasileiras. ‘‘O movimento está se estruturando e se tornando mais forte’’, afirma.
Na opinião do vocalista do grupo Tequila Country, formado há quatro meses, Sérgio Henrique, o Paraná já tem uma cultura antiga do sertanejo, o que o coloca numa posição melhor que outros Estados. ‘‘Precisamos ter aqui a mesma união que ouve na Bahia, em torno do movimento ax钒, diz ele. (S.M.)

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