Curitiba vê e ouve o Pantanal
Elisa Marilia Carneiro
De Curitiba
A terra e as águas das belas araras-azuis e tuiuiús gigantes ganham mais 90 mil hectares de área preservada. A estância ecológica Sesc Pantanal, em Mato Grosso, chega a Curitiba por intermédio da exposição fotográfica Pantanal: Som e Imagem, de hoje ao dia 25 de agosto no Sesc Portão. Um álbum fotográfico com poesias do poeta pantaneiro Manoel de Barros marca o evento.
Sons da região complementam o clima das fotografias de aves com até sete metros de envergadura, além de paisagens de rara beleza. Para reproduzir o som das águas, dos animais e de toda a natureza do Pantanal, o maestro Wagner Campos criou uma sinfonia onde prevalecem os instrumentos de corda.
Criando um ambiente ainda mais pantaneiro, os textos descrevem em detalhes as imagens, as cores, as matas, os rios, os animais e todas as paisagens captadas pelas lentes hábeis dos fotógrafos: Almir Veiga, Carlos Secchin, Guto Costa e Lili Martins.
A exposição Pantanal: Som e Imagem foi concebida para divulgar o Sesc Pantanal. A criação desta estância ecológica, que está sendo transformada em Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), tem por objetivo promover o turismo social e a ecologia, ações eleitas entre as linhas de ação do Sesc para o século XXI.
O projeto está sendo implantado no Pantanal Norte, a 145 quilômetros de Cuiabá, em Mato Grosso, entre os rios São Lourenço e Cuiabá. A estância ecológica integra uma infra-estrutura de lazer e hospedagem, com 36 quartos numa primeira etapa e outros cem, que estão em construção, na localidade de Porto Cercado, no município de Poconé.
Perfeitamente adequada à educação ambiental e pesquisa científica, contempla a preservação e o uso sustentável de riquíssimos recursos naturais associados a programas recreativos, educacionais e acadêmicos para público diversificado. O Sesc dispõe de uma van para o translado dos hóspedes do aeroporto de Cuiabá até a estância. O trajeto leva cerca de 2h30.
Pantanal: Som e Imagem, no Sesc Portão (Rua João Bettega, 770. Telefone: 0+código da operadora+ 41/346-5858), das 9h às 21h; sábados, das 13h às 18h; e aos domingos, das 9h às 13h. Haverá ainda oficinas artísticas, exposições de animais e aves taxidermizados do Museu de História Natural. Informações turísticas podem ser obtidas no Sesc Curitiba, pelo telefone (0+ código da operadora+ 41) 322-6500.Belas fotos, poesia e música integram a exposição Pantanal: Som e Imagem, que fica em cartaz até dia 25 de agosto
Divulgação/Carlos SecchinO jacá, cesto trançado de bambu, é uma herança deixada para os ribeirinhos pelas antigas tribos que viviam às margens do Rio Cuiabá. Utilizado semi-submerso, o jacá mantém o pescado vivoDivulgação/Carlos SecchinArara-azul, ave ameaçada de extinção, é a maior das nossas araras, atingindo mais de um metro de comprimentoDivulgação/Carlos SecchinO Colhereiro destaca-se pela cor rósea de sua plumagem. Seu colorido é resultado da alimentação rica em carotenóides. Usa o bico em forma de colher para filtrar os alimentos na água





