Curitiba sediará de 17 a 25 deste mês a 1ª Feira Interamericana do Livro. Nos nove dias de feira, 150 editoras estarão no Parque Barigui para mostrar o trabalho de cerca de 50 escritores brasileiros, argentinos, chilenos, uruguaios e de outros países da América Latina. Os organizadores esperam receber cem mil visitantes.
Paralelamente à feira, estão programados debates, palestras, workshops, lançamento de livros, jornadas e apresentações teatrais. Alguns dos participantes, com presença ainda por confirmar, são João Ubaldo Ribeiro, Millor Fernandes, Ruy Castro, Domingos Pellegrini, Ernesto Sábato (Argentina), Rodolfo Alonso (Argentina), Washington Benavides (Uruguai), Adan Mendes (Chile) e Lobo Antunes (Portugal).
Segundo o secretário da Cultura, Eduardo da Rocha Virmond, a feira pretende divulgar o trabalho dos escritores do Mercosul. ‘‘O Brasil é o maior pólo editorial da América Latina e queremos verificar quais livros estão sendo consumidos’’, explicou.
Virmond diz que a feira pretende estimular a população à leitura. O secretário reconhece que o livro brasileiro é caro, o que dificulta o acesso à leitura. ‘‘Algumas das editoras da feira vão ter preços promocionais’’, garante ele.
Marketing A 1ª Feira Interamericana do Livro é promovida pela Secretaria de Estado da Cultura em parceria com a Câmara Brasileira do Livro e Sindicato dos Editores e Livreiros do Paraná. O secretário diz que a feira será uma experiênica importante na área editorial.
Até a véspera da feira, o evento estará sendo divulgado em ônibus, ruas, praças, creches e hospitais com a Campanha da Leitura. Trinta atores e estudantes de teatro, vestidos de personages históricos e da literatura brasileira e estrangeira, estarão nos ônibus para chamar atenção do público para a leitura.
Os ‘‘andarilhos’’, como foram chamados estes personagens, percorrerão os ônibus de segunda a sexta-feira, a partir das 17h30, horário de maior movimento. A Campanha da Leitura também terá performances e dramatização de textos em locais públicos. ‘‘Queremos fazer a cidade participar dos eventos culturais. É preciso que Curitiba viva a feira’’, destaca o secretário.

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