Um ponto de encontro para os boêmios, intelectuais, jornalistas e políticos, onde a cerveja está sempre gelada e os petiscos são os mais saborosos da cidade. Essa é a meta e uma promessa dos proprietários do Bar Brahma, localizado dentro da fábrica, no bairro do Rebouças. Com inauguração prevista para o mês de março, o bar é um projeto piloto da Brahma. Se der certo em Curitiba, a iniciativa se espalhará por todo o Brasil.
Arrendado para o empresário João Guilherme Leprevost, o espaço promete alegria, descontração e preços acessíveis, sem nenhuma formalidade. ‘‘Ao contrário da maioria dos locais curitibanos, que seguem modelos paulistas, o Bar Brahma será mais parecido com os pontos de encontro cariocas’’, explica o especialista em gastronomia e lazer, Beto Amorim, contratado para elaborar o cardápio e treinar o staff do local.
Ele já desenvolveu trabalhos similares no Original Café, Helvetia e Café Giuseppe, em Curitiba. No novo bar, ele pretende resgatar a boemia da cidade, atendendo a todos os públicos e oferecendo um atendimento diferenciado. ‘‘O Bar Brahma não será um local a mais, um modismo’’, garante Amorim.
A promessa é de um local extremamente despojado, que funcione como cenário para ‘‘relembrar velhos e bons tempos’’. Além de uma ampla variedade de petiscos, sanduíches leves e queijos, o bar oferecerá três ou quatro pratos como opções de jantar. Amorim explica que a idéia é fugir sempre do tradicional, portanto, pretende ousar.
‘‘O Picadinho de Carne à Brasileira, por exemplo, servido no Copacabana Palace, no Rio, será uma das opções’’, conta. A carne é acompanhada por arroz. farofa e banana frita.
Para beber, haverá uma ampla varidade de vinhos, em taça ou garrafa. Vários destilados também serão sugeridos, para acompanhar o chopp e a cerveja gelados.
A decoração, assinada pelo arquiteto Gastão Lima, permitirá que os frequentadores sintam que estão dentro de uma fábrica de cerveja. Totalmente tematizado, os ambientes contam a história de quase cem anos da Brahma, através de fotos e rótulos antigos. O bar, localizado na esquina entre as ruas João Negrão e Getúlio Vargas, comporta 110 pessoas sentadas.
Amorim discorda de que o clima frio de Curitiba não combine com a iniciativa de um bar descontraído e arejado. ‘‘Em cidades européias, como Roma, Paris ou Amsterdam, as pessoas frequentam bares com mesas ao ar livre, além de andarem muito mais de bicicleta do que nós’’, compara.
Apesar de contar com um palco, a proposta do local não é a de ter um cronograma específico de shows. ‘‘Teremos apenas algumas canjas’’, explica Leprevost.
O bar abrirá de segunda à sábado, das 17h até a saída do último cliente. O empresário explica que o Bar Brahma poderá, eventualmente, abrir em dias e horários especiais. ‘‘Como numa feijoada no sábado, por exemplo’’, antecipa.
Ele conta que a idéia surgiu no final de 1997, quando a Brahma inaugurou uma loja junto da fábrica, para vender bebidas no varejo. ‘‘Eu sugeri o bar dentro da cervejaria e eles adoraram a minha idéia’’, lembra.
Além de resgatar a vida boêmia curitibana, o Bar Brahma terá a finalidade de recuperar um local histórico da cidade. A região típica das fábricas deverá mudar de cara com a chegada de um ponto de encontro. ‘‘Da mesma forma que o canteiro central da Getúlio Vargas está sendo preservado pela Brahma, toda a região ganhará mais iluminação e infra-estrutura’’, explica Leprevost.
Entre outros empreendimentos, Leprevost já administra o restaurante Divino Mestre e os night clubs Konys e Plattea Café.

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