Imagine uma cidade com clima agradável, onde vários espetáculos acontecem em calçadões, praças e parques; o comércio faz liquidação; os hotéis oferecem descontos de 30% a 50%; os pontos turísticos são atrativos à parte. Curitiba pretende ser essa cidade de 15 de janeiro a 21 de fevereiro de 1999.
Para esse projeto, chamado de Turismo Cultural, a empresária Maria Cristina Andrade Vieira empenha-se em captar recursos para o projeto aprovado pela Lei Rouanet de Incentivo à Cultura. ‘‘O projeto inteiro foi orçado em R$ 2 milhões - isso inclui seis megashows na Pedreira Paulo Leminski - já garantimos 50% e estamos trabalhando para o restante’’, garante.
Ela conta que segundo pesquisas de empresas ligadas ao turismo, apenas 13% das pessoas que viajam durante o Carnaval procuram cidades com grande agitação carnavalesca. ‘‘Todo restante ou vai para o Nordeste ou faz viagem internacional. Para o Sul há poucas opções.’’
‘‘Quando apresentamos o projeto aos grandes empresários paulistas eles reconhecem na hora o potencial do que estamos mostrando. Infelizmente estamos vendendo o projeto para empresários de fora, porque os curitibanos são muito conservadores’’, lamenta Maria Cristina.
O projeto totaliza 558 eventos e ações culturais interativas em locais públicos, colocando a arte em contato direto com grande parte da população e de turistas. ‘‘O público diretamente atingido durante os 38 dias é de 300 mil pessoas e os eventos gerariam 1.366 empregos diretos. Cada megashow deve custar entre R$ 200 mil e R$ 300 mil, dependendo do artista. Nenhuma campanha de mídia atinge esse público com esse valor’’, esclarece.

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