Curitiba pelos olhos de Garfunkel
PUBLICAÇÃO
sábado, 25 de outubro de 1997
Zeca Corrêa Leite Curitiba 
ReproduçãoAquarela de Paul Garfunkel: inédita para o públicoAs cenas e paisagens curitibanas captadas por Paul Garfunkel durante quase 40 anos, até sua morte em 1981, ainda guardam ineditismos: 28 aquarelas que nunca foram levadas a público estarão na exposição que o Solar do Rosário inaugura hoje, às 11h, na Sala dos Mestres. A mostra é completada com uma série de dez concertos da Scabi (litografia), álbuns de litografia, quatro óleos e várias litografias.
Garfunkel, o francês de Fontainebleau, que se deu tão bem com a cidade, a ponto de Rafael Greca de Macedo citá-lo como o homem que sabia melhor que os meteorologistas, que já não vai mais gear, descobriu-se realmente pintor aos 42 anos, em Curitiba.
Até essa data era um engenheiro mecânico formado pela Escola de Paris em 1926, que embarcou para o Brasil em 27, como representante da Fichet, Schwartz et Haumont e nunca mais voltou à terra natal.
Aqui casou-se, constituiu família, viveu alguns anos em São Paulo e Santos, correu o interior paranaense e, finalmente, fixou-se na capital. Morreu aos 81 anos, deixando vasta produção cuja temática é Curitiba, sua gente, seus casarios e os ipês amarelos dos quintais e das praças públicas.
Exposição de Paul Garfunkel - 28 aquarelas inéditas, óleos e litografias. No Solar do Rosário (Rua Duque de Caxias, 4, tel. 225-6232), a partir de hoje, às 11h. A galeria funciona de segunda a sexta-feira, das 10h às 19h, aos sábados e domingos das 10h30 às 14h. Até dia 18 de novembro.


