São Paulo, 22 (AE) - O 8.º Festival de Teatro de Curitiba já fechou sua programação para a jornada teatral que vai de 18 a 28 de março. Teve algumas baixas, como a peça que seria apresentada por Xuxa Lopes, que considerou não ter tempo hábil para a estréia, mas reuniu um lote respeitável de estréias - 13 no total. Ao todo, serão 52 espetáculos nas duas mostras (Oficial e Fringe), com uma estimativa de público de 90 mil pessoas (quase o dobro do ano anterior). As peças ocuparão 21 teatros de Curitiba, além de praças, ruas, auditórios e outros espaços culturais.
A programação da Mostra Oficial não traz, por exemplo, o onipresente Gerald Thomas, mas inclui alguns convidados que fazem sua estréia em Curitiba, como o diretor Mauro Rasi. Ele comparece com "O Crime do Dr. Alvarenga", com Paulo Autran e Drica Moraes. Outro que estréia no festival é Raul Cortez, atuando na peça "Um Certo Olhar Pessoa-Lorca", dirigida por José Possi Neto.
O coreógrafo Sandro Borelli retorna com "Bent - O Canto Preso", adaptação coreográfica do texto de Martin Sherman. Bent conta a história de um homem perseguido e preso por ser homossexual.
A alemã Nehle Franke volta a criar expectativa com seu novo espetáculo, Roberto Zucco - que, ao contrário do que acredita a organização do festival, não é a primeira vez que é encenado no Brasil. De Minas, vem a Companhia Burlantins, com "Opereta - O Homem que Sabia Português", direção de Chico Pelúcio, do Grupo Galpão, com a participação do homem-show carioca Tim Rescala, tocando piano.
O diretor paulistano Antonio Abujamra já dirigiu um espetáculo em homenagem ao centenário de García Lorca, no Teatro do Sesi, mas deixou claro, naquela ocasião, que seu preferido era outro conterrâneo de Lorca, Rafael Alberti. Agora, ele demonstra mais objetivamente sua preferência: adaptou "As Fúrias", de Alberti, que leva ao teatro em Curitiba com sua companhia Os Privilegiados.
E há a incógnita: como será a direção de Luís Melo para o monólogo "Nijinski", espetáculo sobre o grande mito da dança? Com adaptação de Doc Comparato, o espetáculo parte de uma pesquisa de Melo sobre textos teóricos e ensaísticos do bailarino.
Shakespeare não podia faltar. E está no programa "Sonho de uma Noite de Verão", traduzida pela crítica Bárbara Heliodora, com a Companhia de Teatro dos Novos e Bando de Teatro Olodum. A atriz Bete Coelho descansa de "Cacilda!" e encara "O Caderno Rosa de Lori Lamby", adaptado do original de Hilda Hilst pelo escritor Reinaldo Moraes.
A grande dama do teatro Walderez de Barros encara outro monólogo, "Tu e Eu", baseado na obra mística do poeta persa Rumi. A direção é de Jorge Takla. O Paraná, anfitrião da jornada, incluiu dois espetáculos domésticos no evento: "D.C.V.X.V.I. - Eis o Filho da Luz", uma farsa dirigida por Paulo Biscaia, com a companhia Vigor Mortis, e "Por um Novo Incêndio Romântico", texto e direção de Felipe Hirsch, com Letícia Sabatela e elenco. (J.M.)

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