Arquivo FolhaMário Prata, autor de ‘‘Mas Será o Benedito?’’Nos últimos meses, as prateleiras das livrarias ganharam várias obras destinadas aos leitores que gostam de curiosidades. Marcelo Duarte lançou o ‘‘Guia dos Curiosos’’ e o ‘‘Guia dos Curiosos - Esportes’’; Mário Prata escreveu ‘‘Mas Será o Benedito?’’, um dicionário de provérbios, expressões e ditos populares; o capitão da Polícia Militar de São Paulo, Marcelo Gomes Manoel, lançou ‘‘Culturiosidades’’, sobre a origem de vários nomes e expressões; e o mineiro Mouzar Benedito brinda os leitores com sua ‘‘Pequena Enciclopédia Sanitária’’, que ele define como ‘‘imprescindível para a desinformação’’.
Para escrever os dois volumes de suas curiosidades, que somam mais de mil páginas, Marcelo Duarte pesquisou praticamente todos os assuntos possíveis. Conta a origem dos planetas, relaciona as 88 constelações com seus nomes em português e em latim, fala da origem dos signos, da gestação dos animais (você sabia que o tempo de gestação de uma anta é de 390 dias?), explica por que os touros não gostam da cor vermelha, etc., etc.
Com humor Mário Prata, o autor de ‘‘Mas Será o Benedito?’’, disse que sempre quis saber a origem de certas expressões brasileiras e encontrou belas surpresas quando resolveu pesquisar. ‘‘Por exemplo, a expressão ‘para inglês ver’ tem quatro explicações diferentes, sobre sua origem. Cada autor ou filólogo dá uma versão diferente para a mesma expressão’’. Prata conta a origem de 419 provérbios, expressões ou ditos populares brasileiros, sempre de um modo divertido.
Também o livro de Marcelo Gomes Manoel segue essa linha, mas de forma didática. ‘‘Eu estava em viagem à cidade de Campo Limpo Paulista quando meu filho Raulito, então com sete anos de idade, me perguntou o que era ‘‘Anhanguera’’, lembra. Ao pesquisar para saber a origem desse nome, ele teve a idéia de se aprofundar mais e acabou lançando ‘‘Culturiosidades’’. Quem ler o livro de Mário Prata e o de Manoel fará um interessante contraponto. E o mineiro Mouzar Benedito, ex-colaborador do ‘‘Pasquim’’, ex-editor do telejornal do SBT em Brasília, aconselha a leitura de sua ‘‘enciclopédia’’ no banheiro. ‘‘É besteirol puro’’, garante.TRECHOS

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