‘‘O nome Vietnã remete à imagens de guerra, pobreza e, para mim que estava morando na Austrália, os boat people abarrotados de refugiados vietnamitas que chegam na costa australiana após uma arriscadíssima viagem a bordo de pequenas embarcações. Porém, a primeira impressão, e a que trago hoje de forma mais vívida, foi a gostosa receptividade e o constante sorriso de um povo que nos últimos 40 anos teve pouquíssimo contato com os ocidentais. Ao contrário do sul, a parte norte ficou isolada por todos esses anos e a curiosidade era mútua.
As minorias étnicas da Hill Tribes: laços culturais com outras etnias do norte da Tailândia


Viajamos pela parte norte do Vietnã durante 20 dias, de ônibus e trem; e por uma semana com uma motocicleta de procedência russa que alugamos. A impressão de beleza que tínhamos tido com o filme ‘‘Indochina’’ foi mais do que confirmada.
Hanói, uma cidade calma com muitos lagos, grandes avenidas por onde circulam incontáveis bicicletas e traços de influência francesa que se fazem notar na arquitetura e na presença das baguetes, foi nossa base, de onde saímos de moto para explorar vilarejos do interior. A barreira linguística era quebrada pela hospitalidade e simpatia do vietnamitas. Aos poucos fomos aprendendo a entender e responder perguntas mais comuns. Uma ajuda providencial: o frase book , pequeno livro em inglês e vietnamita com frases úteis para os turistas.
De Hanói seguimos de trem para uma região mais remota ao norte, muito próxima da província de Yunnan, onde a maior atração é visitar as Hill Tribes, minorias étnicas com laços culturais com outras etnias do norte da Tailândia.
A paisagem era diferente com montanhas mais altas esculpidas de alto a baixo com terraços onde é plantado arroz, alimento básico da região.
Banca de flores em mercado popular: exuberância e contrastes


Aos sábados acontece um grande mercado popular em Yunna. Os moradores das vilas chegam a enfrentar um dia inteiro de caminhada para vender ou trocar seus produtos, numa profusão enorme de cores das exóticas vestimentas.
Encerramos a viagem em Halong Bay. Alugamos um barco e saímos para um passeio de 24 horas por entre as milhares de ilhas. A rocha calcária das ilhas deu origem a dezenas de cavernas ricas em estalagmites e onde foram construídos pequenos templos budistas. Visitar à cavernas, banhar-se no mar, deslizar por entre as estranhas rochas refletidas na água calma, comer caranguejos vendidos vivos pelos pescadores...Tudo contribui para tornar o passeio, inesquecível.’’
Relato feito por Manoel Morgado, guia turístico da Freeway. A operadora, em parceria com a Orion Turismo, de Curitiba oferece pacotes para o Vietnã e outros destinos exóticos (com ou sem caminhadas) ou viagens de bicileta ou moto. A próxima viagem para o Vietnã está marcada para 1º de fevereiro com retorno dia 25. Mais informações pelo telefone (041) 225-3001.

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