Cultura tibetana
Depois da vinda do Dalai-Lama para uma apresentação especial na Pedreira Paulo Leminski, Curitiba parece ter-se transformado no centro de interesse da cultura tibetana. Nos próximos meses, artistas e intelectuais do Tibet estarão percorrendo várias capitais brasileiras, promovendo palestras e workshops sobre a arte e a cultura do seu país. Programação que deverá ter início aqui mesmo, na capital paranaense.
A divulgação do programa, bem como a vinda dos tibetanos a Curitiba, foi anunciada neste mês pelo monge PhD em Filosofia Tibetana, Geshe Lobsang Tenzin, em uma visita feita à secretária de cultura do Estado, Lúcia Camargo.
‘‘Nosso trabalho visa o fortalecimento da paz e da cura do mundo’’, afirmou o geshe, que há dez anos iniciou o trabalho de divulgação da cultura do povo do Tibet, ainda nos Estados Unidos. ‘‘A difusão dos hábitos culturais aproxima a civilização num momento em que todos têm que fazer um esforço maior pela paz’’, garantiu.
Geshe Lobsang Tenzin nasceu no norte da Índia e quando tinha apenas 14 anos foi escolhido para iniciar seus estudos na Escola Budista de Dialética - escola particular do Dalai-Lama, situada em Dharamsala. Em 1985 foi admitido na Faculdade Loseling, onde depois de completar os requisitos acadêmicos recebeu o título de Geshe Lharampa, o mais alto grau de aprendizado em budismo tibetano.

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