Cultura revela bastidores da festa baiana3/Mar, 15:16 Por Flavia Guerra Salvador, 03 (AE) - Além da alegria contagiante que invadiu a Bahia no carnaval do ano passado, cerca de 2 milhões de turistas lotaram as ruas de Salvador. Eles não só chacoalharam o esqueleto pelas ladeiras baianas, mas também ajudaram a sacudir a economia da cidade em poucos dias - também no último carnaval baiano, o setor hoteleiro faturou cerca de US$ 140 milhões. Neste ano, todos esperam faturar ainda mais. E motivos não faltam. Este é o carnaval dos 500 anos do Brasil, dos 50 anos do trio elétrico e dos 15 anos da explosão comercial da música axé. Os participantes oficiais dessa folia, como hotéis, restaurantes e os próprios trios elétricos, já são figuras muito conhecidas. Mas poucos conhecem os bastidores da maior festa popular do mundo. Enquanto os foliões deliram, muitos moradores de Salvador acordam cedo para garantir um dinheiro extra durante os dias de folia. São esses vendedores ambulantes, carregadores e catadores de lata, entre tantos outros, que o documentário inédito "Entre Cordas, Cachês e Abadás" vai mostrar amanhã (04), às 24 horas, na TV Cultura. Dias de trabalho - Sob a direção de Mônica Simões, uma pequena equipe de produção registrou, além dos personagens anônimos para os quais carnaval é época de trabalhar, a agitação dos barzinhos improvisados montados para atrair os turistas que são o retrato da economia informal. Esses turistas, protagonistas dessa festa, que vêm do exterior e de todos os Estados do País, esperam o ano inteiro e gastam pequenas fortunas para comprar os abadás e mortalhas. O documentário também não esquece sua importância e dá atenção especial aos foliões uniformizados. É nos detalhes, como a nota de R$ 1 passada de mão em mão, que o vídeo comprova que a quantia movimentada pelos ambulantes é tão importante para a economia baiana quanto os milhões registrados pela economia oficial.